Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Já tivemos nosso “Obama”

O fenômeno Barack Obama atingiu o mundo com uma força extraordinária. Tornou-se o salvador “das pátrias” e um símbolo de esperança. Com simpatia, carisma e competência, disse tudo aquilo que o povo gostaria de ouvir e lançou a promessa de mudar a história dos Estados Unidos.

Não tenho dúvidas que o mundo espera por algo melhor e, certamente muitos trabalharão para que isso aconteça. Mas, com menos impacto internacional, o Brasil já teve seu “Obama”, quando um alagoano também prometeu mudar a história do Brasil. Não tenho dúvidas que fez isso! O famoso “caçador de marajás”, primeiro presidente eleito pelo voto popular, pós-ditadura militar desde 1964, tem algumas semelhanças com o presidente eleito norte-americano.

Um momento de situação econômica difícil, o povo em desespero buscando uma solução para a crise, vê no jovem candidato, desafiando poderosos políticos e falando em grandes mudanças, como uma luz para a escuridão em que estava mergulhado o Brasil. Nesta euforia o país embarcou numa tremenda “canoa furada”.

Temos que admitir que houve boas coisas e alguns dos grandes avanços de hoje começou neste governo. Mas o confisco da poupança e grandes escândalos forçaram sua renúncia, colocando a nação na corda bamba. O impacto deste governo, todos nós sentimos e sabemos no que deu.

Por esta razão, e creio que poderemos encontrar outros exemplos históricos, é que devemos ter prudência antes de determinarmos um homem como àquele que resolverá os problemas de uma nação, bem como muitos outros que enfrentamos mundialmente. Não estou “secando” o governo de ninguém, só estou dizendo que devemos dar um tempo para que ele trabalhe e mostre realmente a que veio. Torcemos para que aquilo que hoje é uma esperança se torne realidade para todos.

A esperança dos brasileiros, um dia foi semelhante a que hoje é dos americanos. O futuro nos dirá se o rumo do governo americano terá um fim diferente ao de uma melancólica renúncia. Queremos ver mais acertos que erros. Não nos interessa mais um “pop-star”, todos desejam alguém que faça a diferença, um presidente de verdade. O brasileiro, como nenhum outro, pode recitar o velho ditado “cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça”.

Paulo Ramos
Coordenador Geral do ARCRON

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Vingança dos Oprimidos nas Eleições

Caros leitores são oportunos alguns comentários sobre o que representa a eleição do Barack Obama e Lula no contexto mundial, especialmente no Brasil. Para dar uma idéia do assunto a ser traçado aqui, vejamos o motivo principal da Revolução Francesa 14 de julho de 1789. Analisem.

O governo da época era absolutista. Controlava tudo, a Justiça e a economia. Controlava política e a opção religiosa dos administrados (povo). Não existia democracia, pois o povo não podia dar a sua opinião e nem votar. Quem ousava discordar ou salientar alguma opinião mais fervorosa era preso imediatamente, sem direito à ampla defesa ou ao contraditório e se o indivíduo não tinha um ar simpático iria direto para a guilhotina. O povo estava insatisfeito com isto. A situação social era gravíssima. A miséria imperava. O povo foi às ruas. O anseio coletivo era a destituição desse governo déspota. Ficavam nos palácios com seus “puxa-sacos” obesos – aristocracia, juízes e religiosos - promovendo banquetes. Que comiam até se empanturrarem em detrimento do povo. O povo nas ruas lamacentas com fome. O povo conseguiu tudo o que queria. Vigorou o lema do povo finalmente: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Os pescoços dos gordos e “folgados” fizeram sucesso nas guilhotinas.

Voltemos aos nossos tempos. Que sorte nós temos! A “vingança dos oprimidos” se baseia nos votos. Ainda bem, mas acho que os governos do planeta deviam “abrir os olhos”. O povo tem o instrumento do voto para mostrar a insatisfação. Exemplo foi o caso das últimas eleições do EUA. Por livre e espontânea vontade os americanos foram às urnas e mostraram o seu poder. Destituiu o Partido Republicano e seus representantes de forma humilhante, após vários anos de desmandos, irresponsabilidades, agressões a outras cidadanias e outras aberrações sociológicas.

Aliás, é oportuno também um parágrafo para falar sobre o voto. O povo americano foi às urnas por vontade própria para demonstrar a sua revolta maciçamente. Lá o voto não é obrigatório. E o povo sentiu a vontade e o dever de exercitar o direito sagrado do voto livre. Ato de cidadania.

Ops! E no Brasil como é esse assunto de voto. Ah! É obrigatório. E ainda vêm com essa conversa de direito. Os governantes e políticos conclamam: Exercite o seu direito ao voto! Que direito? É OBRIGATÓRIO! Será essa tendência uma falsa democracia. A moral de muitos políticos está tão abalada que “arrancam os cabelos” só de pensar a não proibição de votar. Parodiando Boris Casoy- “Isso é uma vergonha!”

E é cláusula pétrea. O que é isso? Cláusula pétrea é um ditame constitucional – votado pelos políticos – quando da Constituinte que gerou a Constituição de 1988. Determinação rígida e permanente. Não pode ser mudada de jeito algum. Não pode fazer parte de quaisquer tipos de Deliberações e de Emendas à Constituição. O artigo 60 da constituição determina que: “Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:....... § 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:........ II - o voto direto, secreto, universal e periódico.....”

“Votado pelos políticos” e em nosso nome, pois eles nos representam (Ops!). Será? POR QUE SERÁ QUE OS POLÍTICOS VOTARAM E APROVARAM A QUESTÃO DO VOTO COMO CLÁUSULA PÉTREA? Eu acho que o Legislativo e o executivo na América Latina são instituições fragilizadas. Vou mais longe, a obrigação de votar são resquícios de sistemas de governos absolutistas (ditatoriais). Imagine na América Latina se não fosse obrigado a votar, não teria eleição. Nas eleições atuais no Brasil, mais de 15% não foram votar. Esse ato é sinal de revolta. O povo se sente oprimido!

Assim como nos EUA e em outras partes do Mundo, as pessoas do povo deveriam sentir intrinsecamente o desejo de participar. Poder discernir o que é melhor para o seu país com liberdade. Abordei assunto diverso, mas acredito que tudo está relacionado com o assunto.
A história registra que os oprimidos se revoltam de várias formas. Por meio da violência com idéias revolucionárias, por meios de gritos em passeatas, por comportamentos sociais que demonstram angústia e sofrimentos, por meio de boicotes à economia e ações estatais e pelo voto. Assim, como aconteceu com as eleições, que Lula e Obama participaram. São as ações dos “oprimidos” (excluíram Marta e os republicanos, respectivamente). Torço de verdade para que os povos do planeta, principalmente da América Latina e, ainda mais, no Brasil mostrem os seus descontentamentos através dos votos.

Não era uma plataforma de propaganda de Obama a questão racial que é tão marcante nos EUA (no Brasil é pior, pois é sutil e covarde). Lá, pelo menos declaram o seu pensamento. No Brasil é normal a negação covarde de discriminação contra negros, nordestinos e pessoas pobres. Espero que nenhum hipócrita venha discordar dessa afirmação, pois desafiarei para provar. Obama poderia ter usado esta plataforma sim, mas não o fez por que sabia que perderia as eleições como candidatos anteriores ou seria morto como Martin Luther King:
“... pastor norte-americano, Prêmio Nobel, um dos principais líderes do movimento americano pelos direitos civis e defensores da resistência não violenta contra a opressão racial. Foi escolhido líder do movimento a favor dos direitos civis das minorias após organizar o famoso boicote ao transporte público em Montgomery (Alabama), em 1955.

____Lutou por um tratamento igualitário e contribuiu para a melhoria da situação da comunidade negra, mediante protestos pacíficos e discursos enérgicos sobre a necessidade do fim da desigualdade racial. Em 1963, dirigiu uma marcha pacífica do monumento a Washington até o Lincoln Memorial, onde pronunciou seu discurso mais famoso: "Eu Tenho um Sonho". (http://www.portalafro.com.br).

Assim, como os nordestinos, pobres e desempregados no Brasil, os pobres e os negros nos EUA levantaram bandeiras sim (nem se preocuparam se era ou não plataforma de Obama). Eram “os oprimidos” se revoltando. Espero que Obama realmente mude a política do desespero e crueldade para com o povo. Mudanças concretas e substanciais, inclusive em relação à política externa. Respeito às cidadanias ultra-nacionais. Espero que Obama não pratique uma política e uma administração igual ao Lula que adotou o sistema de governo liberal dos tucanos (PSDB) no Brasil. Não quero dizer que sou contra os neoliberais. Mas, acho que o Lula poderia ter um desempenho de governo mais exclusivo. De qualquer forma, foi até melhor, pois poderia trilhar caminhos duvidosos como o do seu amigo da Venezuela.

O povo está mais politizado. Os tempos são outros. Já vou adiantar um assunto para as próximas eleições. Não adianta o Lula querer impor uma nova presidenta no Brasil. Uma pessoa que não tem antecedentes sociais e comuns com os brasileiros. Querem saber da história da sua pré-candidata, então pesquise no Google: “Dilma Vana Rousseff Linhares e sua história”. Leia tudo e avalie a sua prepotência. Avalie atentamente, repito. Com muita atenção.

O povo não aceitará imposições. O povo discernirá com suprema inteligência e tomará medidas saneadoras através do voto. Estou falando do povo dos diversos países do planeta, não é só do Brasil. O povo descobriu que PODE TUDO! Ainda faço a seguinte alerta para os governantes do planeta, principalmente para a América Latina: “NÃO SUBSTIME O PODER DE DISCERNIMENTO DO POVO. Nem sua coragem. Nem sua capacidade de mudança. Portanto, governos não tentem impor uma pseudo democracia, decisões dúbias e um espírito de justiça decadente. Não tentem minar as forças de um povo que luta e busca meios de sobrevivência. Pare com as corrupções e desmandos nos seus países. Sede claro, objetivos e verdadeiros.” (Djaniro). Senão, “Revolta dos oprimidos” – ainda pelo voto. Pelo bem das nações e da sociedade. Paz para o Mundo - Graças a Deus! Leia na íntegra o discurso de Martin Luther King –“Eu tenho um sonho” no site

Djaniro Souza
Colaborador do ARCRON
Formação Jurídica e Diretor da JUSDJA Editora e Cursos de Qualificação Profissional, Presidente da ASSO – Associacionismo Nacional de Ajuda, Pesquisador de sociologia, Filosofia e Direito, Assessor e palestrante na AEscalada – Escola de Esportes, sobre Direito nos esportes (responsabilidade civil), escreve em vários sites e jornais. jusdja@hotmail.com – fones 11-34819889 – 87641669 – Aceita convites para palestras e cursos.

Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Crise Econômica Mundial - Um Paradoxo?

Vamos analisar a crise econômica mundial sob aspectos diferenciados. A pergunta inicial é por que surgem as crises econômicas? É complexo esse entendimento, mas vamos tentar dirimir esta dúvida. Há muito tempo que as grandes crises econômicas têm origens a partir das guerras ou em alguns países nas revoluções. Pode ainda ocorrer na situação de muita oferta de produtos e a população não ter poder aquisitivo para adquirir estes produtos (pensamento marxista). Imagina agora se a população de um país cresce demais e não existe o alimento ou produtos para serem consumidos. Crise na certa.

O que será que está por detrás destas crises na verdade? Sinceramente, o chamado capital (dinheiro e bens) é uma ilusão, mas com praticidade na vida dos homens (a gente tem, mas a qualquer momento pode não tê-lo – uma ilusão). Os países ou as pessoas têm a chamada riqueza hoje e, misteriosamente amanhã não têm mais. Complexidade total. Na verdade as crises podem ser deflagradas de forma intencional ou por culpa de algumas pessoas no planeta em pânico. Por questões de estratégicas políticas ou de mercados.

O dinheiro pode fazer parte de um processo surrealista. Os grandes centros de riquezas ou os bancos criam situação de expectativas além da verdade. Criam situações artificiais de superaquecimento e progresso no planeta. Pode ocorrer num país exclusivamente. Esta situação fictícia de prosperidade na economia induz as indústrias e a população para os negócios de riscos (projetos industriais e comerciais de futuro) e as pessoas a comprarem e assumirem responsabilidades financeiras em grande escala.

Na verdade o dinheiro que está no mercado propicia as condições de especulação. Os capitalistas (bancos, empresários e instituições mistas) criam esta situação para manipular as moedas e a economia, situação que propicia mais enriquecimento e a compra das ações das empresas que arriscaram nos negócios e que hoje se encontram fragilizadas. É um massacre. O universo do dinheiro fica tenso e o pessimismo cresce. A situação fica lamentável. Apostem que brevemente a suposta crise acaba (exceto se estes grupos especuladores perderem o controle da situação) e, novamente virá o suposto progresso, grande euforia e, depois de um tempo, sob diversas alegações, uma nova crise chegará. Conclusão é que crises são criadas.

Recessão é palavra sagrada para governos e bancos. Os governos arrecadam mais e com alegações de que é preciso “apertar o cinto”, param de fazer investimento público. Ainda, mediante as políticas externas “ajudam” os demais países enfraquecidos. Supostas ajudas, pois creio que existe a “caixinha” que os ajudados têm que pagar aos intermediadores (que são os próprios governantes por meio de seus assessores paralelos). Será que alguém contesta esta versão?

Inclusive, nas crises regionais pode haver manipulação. É o caso de empresas de alguns países que passam a atuar em outros em diversos setores. De repente, eis que o governante de um destes países “ajudados” se “revolta” em nome da defesa e da cidadania e cria situação de catástrofe. Aí começa aquela história de dar subsídios ou elaborarem acordos oficiais e paralelos. Mas, a decisão final será no paralelo. Os “controladores” da suposta crise política ou econômica, das nações envolvidas embolsam grandes somas. Isto que estou falando será uma ficção?

Misteriosamente, outros países do mesmo bloco começam com a mesma “revolta” – será um novo acordo paralelo?

A conclusão destes comentários sobre crises são situações paradoxais, porém em detrimentos do erário público ou dos que pagam impostos de cada país. A verdade é que existem manipulações fraudulentas praticadas por bancos e governos no planeta. Não restam dúvidas. O sistema além de ser cruel é corrupto, fazendo surgir o câncer da infração – criando riscos iminentes de perigo para o planeta.

Adoro pensar que em alguns países vários personagens são exonerados dos seus cargos públicos após diversas acusações de corrupções, mas milagrosamente não são condenados – “tudo termina em pizza”. Ocorre que estes personagens passam a agir em surdina; na calada da noite nos seus países de origens ou noutros países, fazendo surgirem estas supostas crises. Alguém tem dúvida disso? Não é fácil de provar, é claro. Mesmo por que se tentar, “os poderes” eliminam os “corajosos”. Muitos políticos e jornalistas foram mortos tentando algo no sentido de limpar a sujeirada. Com certeza “os porcos corruptos” chafurdeiam felizes na lama da corrupção. A imoralidade no planeta contamina todo o corpo dos governos, do sistema financeiro e da própria sociedade.

Estas considerações são produzidas com objetivo real de tentar deixar claro que não me sujeito à lavagem cerebral que os governos praticam no planeta. Muito pelo contrário, seria impossível passar aqui nestas poucas palavras toda a complexidade da economia global e da mutretagem mundial.

As grandes empresas apostam tudo em situações de importação e exportação. Captam dinheiro ou fazem negócios pensando em grandes lucros no futuro. Depois vem a suposta crise e é iminente, inclusive o perigo de falências ou quebradeiras. Mas, para que ficarem preocupadas, pois existem as “vacas leiteiras” que são os governos para socorrê-los (para mamarem numa boa). Fácil, não?! Arriscaram? Agora devem suportar as conseqüências de suas investidas irresponsáveis. O dinheiro do povo não deve subsidiar ou ajudar estas empresas aventureiras e especuladoras. Com certeza as famílias destes estão curtindo na Europa.

Em alguns países, objetivando não sei o quê, fortalecem as caixas e bancos estatais com o objetivo de ajudarem bancos enfraquecidos ou empresas que apostaram alto nas diversas nações do Mundo. Será que tem “balaio de gato” ou mutretas nisso, certamente só os bancos e empresas “amigas” é que receberão “ajudas”.

Muitos países mandam os órgãos de repressão caçar empresários corruptos, criando uma nuvem de fumaça, sobre suas próprias decisões erradas ou situações não justificáveis.

Querendo ou não os países mais fortes, tais como os EUA e alguns países da Europa serão obrigados a mostrarem a sua competência e controlar a situação repugnante que paira sobre todas as nações. Enquanto os grandes países buscam soluções; os pequenos em desenvolvimento ou emergentes sacrificam os povos e criam suas repercussões fictícias e o resultado será sempre em detrimento das sociedades. Crises são grandes celeiros de faturamento para os mais “vivos”. A tendência de pensamentos empreendedores de que é na crise que se cresce, é conversa para “boi dormir”. Eles (os governos) deviam agir com eficiência, moralidade, legalidade e razoabilidade e, realmente fazer frente à solução desta situação negra que assola o planeta. Fruto das maquinações dos representantes do capitalismo. Aliás, no Brasil estes institutos acima citados fazem parte dos preceitos constitucionais. Crises institucionalizadas são frutos da corrupção.

Djaniro Souza
Colaborador do ARCRON
Formado em Direito,
autodidata e pesquisador
dos assuntos sobre filosofia,
sociologia e direito.


Este artigo você também encontra no site www.itu.com.br/dja

Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Dia do Pastor

No dia 25 de Outubro vamos comemorar o “Dia do Pastor”. Para quem é pastor, este dia vem com certa expectativa. Não é fácil definir esta atividade já que a figura do Pastor é vista de diferentes perspectivas. Para alguns ele é um pai, para outros um amigo, ou ainda um conselheiro, bom ouvinte, líder espiritual e outros atributos desta natureza. Mas, tem aqueles que acham o Pastor um intruso, que atrapalha o “bom” andamento da comunidade dos crentes, ou ainda, um aproveitador visando apenas seu próprio bem-estar. Também, nesta visão, temos outros adjetivos, mas vamos ficar por aqui.

O que o Pastor pensa de si mesmo e de seu ministério, deve variar de Pastor para Pastor. Uma coisa eu sei, com raras exceções, aquele que opta por ser um Ministro de Deus, o faz com o pensamento de que vai cumprir uma missão, vai exercer um sacerdócio. E só vai saber o que realmente é ser pastor quando já está em plena atividade.

Algumas pessoas que participam de perto das atividades pastorais, dizem não saber como um pastor pode suportar ser pastor. Outras, empolgadas com a maravilhosa mensagem proferida por algum ministro e sua habilidade de oratória, desejam ser um “pregador”, mas há muita diferença entre ser um “pregador” e ser um Pastor. Uma coisa é você apresentar uma mensagem, outra é, além de elaborar e apresentar a mensagem, administrar certa quantidade de congregações com pessoas altamente heterogêneas e voluntárias.

Não estou reclamando de nada e nem posso, pois Deus tem sido muito bom comigo, mas aprendi que o melhor emprego do mundo é aquele que te dá dignidade e principalmente o que faz de você uma pessoa feliz e realizada. Desta forma você consegue superar todos os obstáculos e promover a excelência em tudo o que faz. Por isso, gosto do texto do Apostolo Paulo que está logo abaixo e também do que diz Horátius A. Bonar.

“Dou graças a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me deu forças e me considerou fiel, designando-me para o ministério...”
I Timóteo 1:12 (NIV)

“Dentre todos os homens, o ministro de Cristo é especialmente chamado para andar com Deus. ...Aquele que anda com Deus tem ao redor de si uma serenidade e alegria que contagia o mundo ao seu redor. ...A sua vida é abençoada; o seu exemplo é abençoado; seus relacionamentos são abençoados; suas palavras são abençoadas; seu ministério é abençoado. Vidas são salvas, pecadores são convertidos e muitos se apartam da iniqüidade.”
Horátius A. Bonar

Feliz Dia do Pastor

Um grande abraço!

Pr. Paulo Ramos

Domingo, 21 de Setembro de 2008

Virou Festa!

Outro dia eu estava lendo um jornal, destes da internet e vi uma jovem americana, bonita, do tipo que chamaria a atenção de qualquer um. Sob pretexto de pagar seus estudos de mestrado na área de família, está leiloando sua virgindade. Eu escrevi uma crônica sobre isso e você a encontra neste blog, logo abaixo.

Hoje, em mais uma de minhas madrugadas aceso, passo em outro jornal on-line e vejo a manchete de uma italiana que quer vender sua virgindade, e já tem um jornalista dando lance de R$ 1,3 milhão. Ela certamente já fez alguma grana pois foi participante de um Big-Brother, na Itália. Parece que os motivos para ir para cama com alguém está ficando cada vez mais fútil. Desta vez é para comprar um apartamento e fazer aulas de atuação, pois deseja ser atriz.

Eu fico pensando o que se passa na cabeça deste povo! Tirando o fato da virgindade e do alto pagamento, isto não tem diferença nenhuma das prostitutas que estamos acostumados a ver pelas esquinas, oferecendo seu corpo em troca de um pagamento menos pomposo do que os oferecido pelas moças em questão.

Muito possivelmente os motivos para venderem o corpo, destas “garotas de programa”, as que ficam nas ruas e não estas das manchetes dos jornais, não sejam tão “nobres”, talvez seja o sustento dos filhos, a sobrevivência, ou outra condição imposta por nossa sociedade conformada com estas situações.

Nas propagandas da TV vemos a grande campanha contra a exploração sexual infantil, mostrando que temos milhares de crianças vendendo sua virgindade por um preço que certamente não pagaria uma cesta básica. E agora chegam estas gringas inflacionando o mercado. Claro que estou ironizando! Esta questão de sexo está fugindo ao controle.
Incentiva-se o sexo nas escolas e em toda a sociedade quando dizem que se deve fazer, mas com segurança, usando camisinha. Milhões são gastos em distribuição deste método de “proteção” para as doenças e a gravidez. Ninguém diz para não fazer sexo, fora do casamento, mas que façam de forma segura. Ninguém diz, também, que sexo com camisinha diminui o risco de doenças e gravidez, mas não evita 100%. E toda esta campanha incentiva o sexo e o torna comum, banal e perigoso, chegando aos extremos como estamos vendo e as loucuras que ouvimos falar por aí. Veja as manchetes que você pode encontrar no site G1: “Homem fica preso ao tentar fazer sexo com um banco de metal”; “Mulher irrita vizinhos e leva multa por causa de ‘maratona de sexo’ barulhento”; “Homem afirma que já fez sexo com mais de mil carros”; “Escocês pelado é acusado de tentar fazer sexo com carro”; “Artista que usa pênis como pincel vira atração de feira de sexo na África do Sul”.

Dá para acreditar nestas coisas? Vender virgindade não é nada diante disto. Mas tudo hoje em dia gira em torno deste tema. Não sei onde vamos parar! É bom refletirmos um pouco nessa banalização do sexo antes que isto se torne uma epidemia sem controle algum. Mas será que tem muita gente interessada em controlar isso?

Paulo Ramos
Coordenador do ARCRON

Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Propaganda: A alma do negócio

Vou mais além, diria que é corpo e alma do negócio. Quantas e quantas vezes afirmei isso para um provável e eventual anunciante da minha “ZYR 35 Martinópolis Rádio Clube”. Quando esse “eventual” cliente tinha experiência, era mais fácil.

Eu e meu amigo Flávio Araújo, que hoje mora em Águas de Santa Bárbara, junto com sua esposa Ivetinha e o cunhado, o Totinha, tínhamos um grande anunciante, homem muito vívido, proprietário de uma firma denominada “O Paraíso das Sedas”. Enquanto os anunciantes, digamos comuns, exigiam um texto quilométrico, esse anunciante queria que o seu texto apenas falasse o seguinte: “deu a louca no Jaques Jorge”. Depois, com a bola parada, antes de o comentarista falar suas “abobrinhas”, num texto maior, o locutor dizia que, o “Paraíso das Sedas” estava torrando todo seu estoque de sedas finas, linho de primeira qualidade, tafetá e tudo mais por preço inacreditável. “Deu a louca no Jaques Jorge”.

Era realmente muito vivo esse anunciante. Ele sempre tinha uma verbinha para a P.R.I. 5 do Flávio, para a minha ZYR 35, para o “Serviço de Alto-Falantes Comercial” – uma tradição prudentina – com três pontos sonoros na rua Tenente Nicolau Maffei, um ótimo ponto comercial em Presidente Prudente. O dia em que não houver tanta falta de “fósforo”, ainda escreverei uma crônica sobre esse alto-falante que mesmo trabalhando só das 19 às 22 horas, faturava mais que muitas emissoras de rádio. Ainda vou ter “cabeça” para escrever “O Alto-Falante da Praça”, ou coisa parecida.

Sobre Jorge Jaques, ele já morreu. O Paraíso das Sedas também já não existe, assim como não existe mais o tradicional endereço: Rua Tenente Nicolau Maffei, esquina com Joaquim Távora. Quer dizer, existir existe, mas agora é Rua Dr. Felício Tarabay. É bom ficar registrado que o Sr. Jorge Jaques morreu de morte morrida, ele nunca foi louco. Era sim, um bom comerciante, ex-mascate. Minha intenção não é fazer uma crônica toda em homenagem ao Jaques Jorge, tenho a intenção de mostrar o poder da propaganda principalmente quando ela cai num “campo minado”, ou seja, encontra quem está desejando a aquisição daquele produto.
Foi o caso da minha mulher. Ela estava querendo uma oportunidade para cortar a grama do terreno de casa a hora que tivesse vontade de gastar muita grana. O que é “muita grana”? Depende do que se ganha. Pra uma mulher de um aposentado tipo INSS, trinta, quarenta reais, entre dia 20 e 30 é muita grana. Entre dia 1º e dia 10 já não é tanto. Ela viu uns prospectos anunciando uma máquina de cortar grama. Foi paixão fulminante. Aquela máquina passou a ser razão da existência da Berê. Comprava aquela “maquininha” ou a Berê morria. Ela está viva, sinal que eu comprei tal máquina. Ela corta grama todos os dias ou, pelo menos, a cada 15 dias? Não senhor, a primeira vez que foi experimentar, foram as duas para o chão. Só de fios são quase cem metros, a máquina pesa mais de 12 quilos. Valeu a pena, pelo menos a mulher está viva. Acalmou a “fúria” de dona Berenice.

Fazia um bom tempo que minha mulher já não acreditava em propaganda. Nada mais de Papai Noel. Ela e Raul Gil viram que esse negócio de “todo dia de domingo ser Natal” não dá certo. Outro dia ela chega em casa com uma milagrosa máquina que praticamente lava a casa sozinha, não gasta energia elétrica, não usa água, é leve, uma verdadeira maravilha da tecnologia futura. Só para ligar a tal máquina veio o irmão (de fé) Zé Paraná. A máquina consome mais água que dez camelos quando encontram um oásis no deserto. Se não tomar cuidado o oásis seca e não sacia a sede dos dez camelos.

Vou arrumar um jeito de a minha mulher descobrir que cegonha, boitatá, Papai Noel e uma porção de coisas não existem. Metade é fruto da mente do homem, a outra metade é o tal consumismo que nos aflige. Desde pequeno ouço falar no “moto perpétuo” e até hoje não sei direito o que venha a ser. Mas sabe? Sou meio culpado disso. Na verdade, não ajudo a Berê fazer nada e ela muito justamente vive procurando “moto perpétuo”. Desculpe-me Berê.

Enio Campos
Cronista e Radialista
Colaborador do ARCRON
Reside em Serra Negra - SP

Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

E as Surpresas Continuam

Eu tenho muita dificuldade de dormir cedo. Este foi um hábito errado que adquiri ao longo da vida. Mas, à noite, tenho maior tranqüilidade para estudar, preparar textos e fazer outros trabalhos. Esta minha mudança para o Pará me rendeu alguns trabalhos a mais, em relação ao que eu estava acostumado no Tocantins e assim fiquei com o tempo escasso para poder escrever algumas coisas. Se não fosse meu amigo Enio Campos estaríamos muito defasado em nossas postagens. Por falar em Enio Campos, estou com muitas crônicas dele preparadas para postagem no blog, ele mesmo as prepara e me envia pelo correio, normalmente mais de cinco crônicas cada vez. Vamos fazer todo o esforço para que, em todas as terças-feiras, tenhamos uma ou duas novas crônicas postadas.

Nestas últimas semanas muitas coisas ocorreram e mereciam algumas considerações. Ao seu tempo tentaremos alguma coisa neste sentido. O fato é que imaginamos que pouca coisa poderia nos surpreender. Mas, como diz minha mãe: “morro e ainda não vejo tudo!” Entre as tristes lembranças do atentado de 11 de setembro, das mazelas na Bolívia e na Venezuela, onde o clima com os Estados Unidos fica tenso, o sucesso de nossos heróis para-olímpicos e o fiasco de nossa seleção, eis que surge uma moça de 22 anos leiloando sua virgindade pela internet para pagar seus estudos e espera arrecadar cerca de um milhão de dólares.

Já pensou se essa moda pega? O que me deixa intrigado é que Natalie Dylan – este é um pseudônimo – é graduada em “estudos femininos”, deseja o dinheiro para pagar seu mestrado em “terapia familiar e de casal”. Talvez algumas pessoas pensem: “o que tem de mais nisso?” Eu imagino que este é um comportamento incomum e polêmico, sendo difícil de entender que tipo de trabalho faria esta conselheira familiar. No site do Yahoo, onde você encontra esta história com maiores detalhes, ela afirma, de forma muito simples: “Vivemos em uma sociedade capitalista. Porque que eu não posso ganhar com minha virgindade?”

Não tenham dúvidas que, por muitas razões, não posso concordar com essa atitude. Nem um site especializado em leilões aceitou hospedar este leilão e sabe onde ela vai fazer o leilão? Em um “bordel”. O lugar não poderia ser mais adequado para este “negócio”. Brincadeira ou não, já provoca muitas manifestações contrárias embora tenham os que apóiam, como por exemplo, o dono do bordel.

Se você fizer uma análise do que escreveu Paulo de Tarso para os cristãos da cidade de Corinto, chegará a um ponto muito adequado ao que estamos tratando aqui. Ele diz que qualquer pessoa que pratica o sexo de forma livre e descompromissada, fora do casamento, profana o “templo de Deus”. Esse conceito de “contaminar” o corpo não se refere exatamente ao que comemos, embora desta forma também o contaminamos. A idéia que Deus habita em nós e que somos morada dEle é que nos dá o senso de responsabilidade e “pureza” adequada aos princípios cristão. Analise você mesmo! Veja I Coríntios 6.

Uma decisão como a desta jovem em um país predominantemente protestante, como os Estados Unidos é, certamente, contrario a tudo o que serviu de base para a formação desta nação, a qual foi colonizada para que a Palavra de Deus fosse exaltada e a liberdade em Cristo fosse preservada.
Vamos ver até onde isso vai!

Paulo Ramos
Coordenador do ARCRON