Muitos acham que o casamento é uma loteria. Outros acham que o casamento é uma coisa tão ruim que precisa de testemunha, padrinhos. E tem aqueles que julgam o casamento é uma coisa do destino. Eu já acho que o casamento deve ser resultado do amor e compreensão entre duas pessoas. Não existe uma formula certa para que o casamento seja perfeito.Ela nasceu lá no sul, pertinho da Argentina. Ele é um Amazonense, ambos se cruzaram no meio do caminho, namoraram, noivaram e se casaram, nesta mesma ordem e vivem felizes, constituíram família e vivem tranquilamente.
Completaram bodas de prata, Bodas de ouro e caminham juntos. Muitos acreditam ser coisa do destino. O que é o destino? Qual a química que compõem este destino? Formula certa ainda não foi inventada. É muito importante que exista o amor para que um ame o outro no longo, largo e estreito caminho da vida a dois.
Aquela frase “que ambos caminhem juntos por toda vida”, Variando um pouco conforme a religião, é muito séria, muito forte. No caminho existem doenças e outros empecilhos. Da mesma maneira que o homem encontra uma “loura” 18x24 no seu caminho, a mulher encontra um “morenão” forte, corpo atlético, lindo, de virar a cabeça. Só amor, compreensão e companheirismo fazem com que isso não crie nenhum empecilho, para que o casamento não sofra nenhuma ruptura no seu alicerce.
Estou escrevendo esta crônica porque dia 14 de maio completei mais um ano de casamento. Foi uma data intima, só estava eu e a Bere. Para falar a verdade ela tinha “passado batida”, lembrei da data porque chegou uma encomenda Via Sedex, e como sempre, não tinha nada escrito, só um perfume ISA – o perfume que a Berenice usa a mais de trinta anos.
Não tive a menor sombra de duvida. “isso é coisa do Valter, meu irmão caçula, que me chama de Pai”. Uma longa história. Já contei aqui que meu pai foi “pinta brava”, volta e meia brigava com minha mãe e sumia no mundo, retornando quando dava na bola. E era bem recebido. Minha mãe era uma verdadeira Amélia.
O Valter nasceu em uma temporada que meu pai estava fora, e eu tive que chamar dona Gabriela, uma parteira de mão cheia. Ele cresceu acostumado a me chamar de pai (e eu gostava). Hoje o Valter é casado (com a Eliana) tem 5 filhos e continua me chamando de pai, e nunca se esquece do dia 14 de maio. Dia em que a Berenice tornou-se minha senhora. Temos uma vida em comum muito boa, sofremos muitos revezes, ela já ficou doente, sofreu varias intervenções cirúrgicas, esteve desenganada, e esta ai firme. Eu também tive alguns probleminhas, quase fui para o “outro lado” e ainda estou aqui. Seguindo juntos trilhando o mesmo caminho. A vida já Foi melhor, mas ainda caminhamos juntos.
Sou chato, murrinha, metido a brigador, mas, respeitador. Certa vez, no Centro de Saúde, o médico perguntou para ela: “a senhora é casada com aquele homem bravo? Como à senhora consegue viver”? Ela respondeu que não sou bravo, apenas gosto das coisas direitinhas. Francamente, não tenho receita exata para casamento dar certo. Se tivesse é provável que ganharia muito dinheiro vendendo esta receita.
Aqui mesmo no jornal Tribunas das Águas estão precisando de gente que escreva sobre o assunto. Uma coisa eu garanto: É preciso que haja muito amor, muito carinho, muita cumplicidade de ambas as partes. Perdoar sempre que houver briguinhas, nunca dormir com essa rusga no peito. Não deixar crescer com você essa pequena briguinha, pois ela pode tornar-se uma coisa grande. Corte o mal pela raiz. É mais fácil ser perdoado quando se perdoa. E tenha a DEUS no coração para ser feliz.
Enio Campos, é jornalista e mora em Serra Negra – SP
Esta crônica foi escrita para o Jornal Tribuna das Águas – Águas de Lindóia / SP e autorizada a publicação em nosso blog pelo autor, que nosso colaborador.










Alguns preferem dizer que recordar é sofrer duas vezes. Discordo plenamente. Na vida temos que ter Passado, Presente e Futuro. O passado é para recordar e não para se lamentar. O presente é para se viver intensamente e o futuro é uma incógnita que só Deus pertence. Lutamos no presente buscando um futuro melhor.