sexta-feira, 10 de junho de 2011

O Casamento

Muitos acham que o casamento é uma loteria. Outros acham que o casamento é uma coisa tão ruim que precisa de testemunha, padrinhos. E tem aqueles que julgam o casamento é uma coisa do destino. Eu já acho que o casamento deve ser resultado do amor e compreensão entre duas pessoas. Não existe uma formula certa para que o casamento seja perfeito.

Ela nasceu lá no sul, pertinho da Argentina. Ele é um Amazonense, ambos se cruzaram no meio do caminho, namoraram, noivaram e se casaram, nesta mesma ordem e vivem felizes, constituíram família e vivem tranquilamente.

Completaram bodas de prata, Bodas de ouro e caminham juntos. Muitos acreditam ser coisa do destino. O que é o destino? Qual a química que compõem este destino? Formula certa ainda não foi inventada. É muito importante que exista o amor para que um ame o outro no longo, largo e estreito caminho da vida a dois.

Aquela frase “que ambos caminhem juntos por toda vida”, Variando um pouco conforme a religião, é muito séria, muito forte. No caminho existem doenças e outros empecilhos. Da mesma maneira que o homem encontra uma “loura” 18x24 no seu caminho, a mulher encontra um “morenão” forte, corpo atlético, lindo, de virar a cabeça. Só amor, compreensão e companheirismo fazem com que isso não crie nenhum empecilho, para que o casamento não sofra nenhuma ruptura no seu alicerce.

Estou escrevendo esta crônica porque dia 14 de maio completei mais um ano de casamento. Foi uma data intima, só estava eu e a Bere. Para falar a verdade ela tinha “passado batida”, lembrei da data porque chegou uma encomenda Via Sedex, e como sempre, não tinha nada escrito, só um perfume ISA – o perfume que a Berenice usa a mais de trinta anos.

Não tive a menor sombra de duvida. “isso é coisa do Valter, meu irmão caçula, que me chama de Pai”. Uma longa história. Já contei aqui que meu pai foi “pinta brava”, volta e meia brigava com minha mãe e sumia no mundo, retornando quando dava na bola. E era bem recebido. Minha mãe era uma verdadeira Amélia.

O Valter nasceu em uma temporada que meu pai estava fora, e eu tive que chamar dona Gabriela, uma parteira de mão cheia. Ele cresceu acostumado a me chamar de pai (e eu gostava). Hoje o Valter é casado (com a Eliana) tem 5 filhos e continua me chamando de pai, e nunca se esquece do dia 14 de maio. Dia em que a Berenice tornou-se minha senhora. Temos uma vida em comum muito boa, sofremos muitos revezes, ela já ficou doente, sofreu varias intervenções cirúrgicas, esteve desenganada, e esta ai firme. Eu também tive alguns probleminhas, quase fui para o “outro lado” e ainda estou aqui. Seguindo juntos trilhando o mesmo caminho. A vida já Foi melhor, mas ainda caminhamos juntos.

Sou chato, murrinha, metido a brigador, mas, respeitador. Certa vez, no Centro de Saúde, o médico perguntou para ela: “a senhora é casada com aquele homem bravo? Como à senhora consegue viver”? Ela respondeu que não sou bravo, apenas gosto das coisas direitinhas. Francamente, não tenho receita exata para casamento dar certo. Se tivesse é provável que ganharia muito dinheiro vendendo esta receita.

Aqui mesmo no jornal Tribunas das Águas estão precisando de gente que escreva sobre o assunto. Uma coisa eu garanto: É preciso que haja muito amor, muito carinho, muita cumplicidade de ambas as partes. Perdoar sempre que houver briguinhas, nunca dormir com essa rusga no peito. Não deixar crescer com você essa pequena briguinha, pois ela pode tornar-se uma coisa grande. Corte o mal pela raiz. É mais fácil ser perdoado quando se perdoa. E tenha a DEUS no coração para ser feliz.

Enio Campos, é jornalista e mora em Serra Negra – SP

Esta crônica foi escrita para o Jornal Tribuna das Águas – Águas de Lindóia / SP e autorizada a publicação em nosso blog pelo autor, que nosso colaborador.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O uso da internet sem MEDO!

Quantos artigos ainda vamos ler sobre as redes sociais e o problema que elas causam aos relacionamentos reais? Sempre tem um crítico falando mal da “vida virtual” e não sei se posso concordar com isso. Tenho certeza que as pessoas que se consideram do contra, possuem ou Orkut, ou Face book, Twiter, MSN,ou pelo menos tem um e-mail que checa todos os dias. Mesmo assim, sempre estão dispostos a julgar as redes sociais e falar mal quanto aos relacionamentos que são “feitos” ali. As pessoas que não vivem mais sem internet são alvos constante de criticas.

Afinal de contas, porque é tão errado estar conectado ao mundo, acompanhar novas tecnologias e querer compartilhar fotos, vídeos e outras coisas com seus amigos de todo o mundo? Para quem mora longe, nada melhor do que a internet para reduzir as distancias: mães e filhas que compartilham momentos importantes apenas por fotos publicadas na rede, as conversas entre amigos que são feitas em torno de um comentário do Face book, marcar encontros, etc. E ainda tem as vezes que você consegue uma ajuda para um trabalho da faculdadepor dicas dadas por amigos virtuais, ou mesmo na sua vida profissional.A internet ajuda sim os relacionamentos, fazem pessoas se conhecerem e até se casarem. Quem não conhece uma história de amor de pessoas que se conheceram pela internet e o casamento deu certo?

Às vezes por que não fugir da realidade? Quando uma pessoa está cansada de ver as mesmas paisagens diárias, pode entrar no Google e procurar qual será seu próximo destino de viagem, e quase viajar junto pela web. Além disso, novos objetivos são criados, por exemplo, trabalhar até conseguir pagar a tão sonhada viagem. Então porque bombardear de criticas negativas a rede virtual? Ninguém mais vive sem internet. Li uma crônica na revista Isto é falando maldas novas tecnologias, onde em uma roda de um bar não se tem mais assunto porque quando surge uma duvida sempre tem alguém com seu Ipod para entrar na net e logoencontra a resposta. Acabando assim com todo o assunto e discussões que poderiam ser geradas em tornoda dita dúvida. Isso quem sabe seja um bom momento de as pessoas lerem mais, se informarem mais, e acompanharem as evoluções do mundo, assim as conversasevoluiriam também e quem sabe se tornariam mais cultas.

Trabalhar pela internet já é normal, seja um emprego fixo ou um freelance (nome mais bonito para BICO). Não é mais coisa de outro mundo falar que minha vó tem e-mail, ou que converso com minha prima de seis anos pelo MSN. Fora do normal é alguém falar que não tem um e-mail, mesmo que seja e-mail de trabalho. Todo mundo se conecta, e por que ficar de fora de tudo isso. É divertido, é instrutivo, gera novos empregos, aproxima as pessoas e não estraga os relacionamentos, pode ser que até ajude a mantê-los.Não estou com isso querendo apoiar as pessoas sedentárias que ficam grudadas em seu computados e não saem de casa nem para comprar um pão na padaria na esquina, e muito menos falando que os relacionamentos virtuais substituem os reais. Tudo é necessário ter equilíbrio, afinal até água de mais faz mal né!? Então sem exageros e fanatismo, apenas aproveite as comodidades que internet trás para as pessoas em seus relacionamentos sociais e profissionais.

Equilíbrio é a palavra certa para tudo que formos fazer, TUDO! Os médicos de todas as áreas sempre dizem: “coma com equilíbrio”, “faça exercícios físicos com equilíbrio”, “durma com equilíbrio” enfim o certo é ter uma vida equilibrada. Ter equilíbrio não é uma novidade dos tempos de hoje, já no velho testamento da Bíblia existia a teoria do equilíbrio para o uso do tempo veja: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.” (Ec. 3:1-8). Também há tempo de usar a internet, por isso, para seu próprio bem seja equilibrado, aproveite tudo de bom que a internet pode oferecer, aproveite todas as facilidades que ela proporciona e assim se conecte sem medo.

Bianca Rothstein, Publicitária reside em Fraiburgo - SC.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Estamos de Volta!

Este blog foi criado com a finalidade de escrever coisas livremente. Fiquei fã de meu amigo Enio Campos e ao ver suas crônicas eu acreditava que poderia fazer algo semelhante. Sim, somente semelhante pois não tenho a experiência e tão pouco o brilhantismo do Enio. Em fim, vi que poderia ter algo que seria uma espécie de remédio para combater o estresse.

Depois de algumas crônicas vi o quanto era difícil escrever, seja lá o que for. Em uma de minhas visitas ao Enio ele me perguntou quando eu escrevia as crônicas pois via que eu não tinha muito tempo para isso, então informei que era nas madrugadas que eu arriscava escrever algo. Na maioria das vezes sem correções, além daquela que o “Word” me proporciona, e depois de um dia atarefado, escrevendo de madrugada, claro que muitas palavras faltavam, algumas frases ficavam sem sentido, entre outras coisas.

Mas foi um período muito bom! Depois mudei de Estado (hoje moro no Pará) e as coisas ficaram ainda piores em relação a questão tempo e de lá para cá não tem mudado muito.

Há menos de uma semana fiz uma cirurgia e me deu tempo para pensar em algumas coisas (creio que nesses momentos pensamos em muitas coisas) e entre elas as poucas atividades do Arcron. Então resolvi reativar o blog e continuar escrevendo, juntamente com os parceiros de sempre e convidar novas pessoas para participar deste projeto.

Assim, aqui estou, com alguns cortes na barriga, ainda em recuperação, cheio de sonhos. Eu sempre digo que quando não tiver mais sonhos é porque eu também já não vivo mais. Convido você para participar de novos sonhos e alguns delírios através dos Artigos e Crônicas de nosso Blog.

ESTAMOS DE VOLTA!!!!!

Paulo Ramos - Coordenador do Arcron

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Inexperiência

Esse título é porque hoje amanheci com “cara” de gente educada. Nos meus dias normais, tranqüilamente, esta crônica chamar-se-ia ‘Quanta Burrice”, mas, hoje eu amanheci com espírito de um jornalista educado. É uma história sem muita fantasia, bem chegada ao real. Meu pai, o falecido mão-de-vaca, sr Manoel Lopes (Deus o tenha) parece que tinha ratoeiras no bolso. Uma vez, acho que em 1.958 convidou-me para uma pescaria/caçada em Bataguassu no Mato Grosso (ainda não havia Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).

Um convite desse, partindo do meu velho? Munheca como ele só, tinha que ter “rabo de saia” no meio. Não quis nem saber que pintou a Casa Verde ou quem deixou o Tatuapé. Sem pensar duas vezes aceitei o convite e nem quis saber porque em Bataguassu, se bem antes, muitos quilômetros antes, existia o Rio Paraná e o Rio Pardo, bem mais famoso que o Bataguassu. Entre os muitos problemas, nós não tínhamos marmitas para levar a “bóia”. O velho teve uma idéia genial, mandou minha mãe lavar duas latas de cera Parquetina que serviriam de marmitas. O que valia era o conteúdo; e minha mãe caprichou.

Eu morava em Presidente Prudente, não muito distante. Saímos bem cedinho e antes das oito da manhã já estávamos na beira do rio. Conhecendo meu pai como ninguém, tive uma surpresa muito grande, pois não havia nenhum “rabo de saia” na jogada. Meu pai é falecido a mais de quarenta anos, e não fiquei sabendo de nada. Mais ou menos às onze horas, a fome bateu. Não sei se era fome ou vontade de comer.


Experiente com ele só, o seu Manoel Lopes acendeu uma fogueirinha e colocou as duas latas para esquentar. Quanto mais as latas esquentavam, o ar ficava com um cheíro de cera. É que as latas tinham sido bem lavadas, com todo o capricho. Acontece que nas juntas das latas, ficou um pouco de cera, e a medida que a lata esquentava, aquilo ia derretendo e misturando com a comida. Uma maravilha. Comida misturada com cera. Ficou intragável. E agora? Lá em Bataguassu, Sul de Mato Grosso. Por azar, ainda estava piscoso o rio. Seria pecado deixar a pescaria pela metade. Não tinha nada para comprar num raio de trinta quilômetros. Ainda bem que aquele cheiro de gasolina misturado com feijão, arroz, bife de fígado e mandioca, que seria o manjar dos deuses, trazia a todo instante uma ânsia de vômito incontrolável.

Uma brilhante idéia partiu do senhor Manoel Lopes. Aquela não era exclusivamente uma pescaria, afinal estávamos no Rio Bataguassu, era só matar uma Capivara e assar. Enquanto eu fiquei pescando, meu pai colocou em pratica o plano nº dois. Não demorou nem vinte minutos e Bum. Foi um tiro só e adeus capivara. O velho era caçador de mão cheia, num instante a caça já estava no espeto. Surgiu um pequeno detalhe: não tinha sal. Churrasco de Capivara sem sal também é intragável. Havia uma escolha: comer a marmita com gosto intolerável de cera. Preferimos ficar com o Churrasco de Capivara sem sal. Até que desceu.

A infeliz idéia da comida na lata de Parquetina foi do velho. Depois eu tive uma outra grande idéia, fui matar alguma coisa para trazer de lembrança. Quando “mirei” numa Capivara, o velho viu que eu não sabia atirar e perguntou: “você já usou uma espingarda?” e minha resposta foi positiva. O seu Manoel viu que pela posição da arma eu nunca havia atirado na vida, mas, deixou que eu fosse em frente. Porque apoiar a coronha da espingarda no ombro? Simplesmente direcionei a mira na caça e Bum. Não sei para que lado atirei porque levei um tremendo “coice” na boca, caí de costa pelo menos um metro, com a boca toda inchada. Só nesse instante eu aprendi a razão de se apoiar a coronha da espingarda, geralmente no ombro esquerdo, é pelo tranco que dá, motivo da pergunta que meu pai tinha feito anteriormente: se eu havia usado uma espingarda.

Todo “bocudo”, com raiva de ter comido churrasco de capivara sem sal, juntei minhas coisas e fui direto ruma a trilha que nos traria de volta. Por isso é que o titulo desta crônica seria mais apropriado se fosse Quanta Burrice. Primeiro pela comida nas latas de Cera Parquetina, depois pelo tiro sem o devido apoio. Aprendi. Paguei caro, mas aprendi.


Eino Campos
Cronista, Jornalista e Radialista
Reside em Serra Negra - SP

O Endereço é do Meu Amigo

Tenho vários amigos, todos modernos, mas esse especialmente acompanha a tecnologia em todos os sentidos. Sempre escrevo para ele, e ele sempre (uma vez por ano, todos os anos), escreve para mim. Não é desleixo, é falta de tempo mesmo.

Com certeza você já leu o nome dele aqui mesmo no Jornal Tribuna das Águas. É Paulo Ramos. Também não é assim com casca e tudo, é o Pastor Paulo Ramos, de muita inteligência, se não fosse pastor seria radialista ( e dos bons). Enquanto ele passava suas férias aqui em Serra Negra, estava a caminho da casa dele uma carta social contendo um cartão de natal para endereço dele na cidade de Palmas, capital do novo (já meio velho) Estado do Tocantins. Só que enquanto ele passava suas férias por aqui, o pessoal da Igreja Adventista do Sétimo Dia já estava providenciando sua mudança para o novo endereço em Paragominas – PA.
Quer dizer que ele não retornaria para a cidade de Palmas, ia ficar um pouquinho mais distante. E o meu cartão de natal? Bateu lá e voltou com um carimbo: mudou-se. O cartão será enviado para o novo endereço. O cartão é dele, e será entregue no novo endereço, mesmo que seja com um ano de atraso.É dele e a ele será entregue. Sou insistente. Aqui, pertinho em Águas de Lindóia já estou acostumado a receber cartas em devolução.

Tenho um amigo que reside em Águas de Lindóia e na rua onde esse amigo mora tem muitos cães e o carteiro tem medo dos referidos cães. É eu mandar uma carta para rua Araci Bocault Tortelli e esperar quinze dias. Fatalmente a carta volta com uma anotação do carteiro “sem condições de entrega”. Tem voltado tantas cartas que esse amigo meu está verificando duas possibilidades, talvez três: 1ª mudar da casa, é só vender sua mansão naquela rua e comprar outra no bairro onde será proibida a entrada de cachorros. 2ª Fazer um abrigo para os cães. 3ª Pedir para o correio trocar o carteiro.

Sabe o que eu faço? Ponho a carta dentro de um envelope e envio para um amigo, corajoso, tipo super-homem que enfrenta os cães da Araci Bocault Totelli, que inclusive já mataram quatro ou cinco entregadores do correio de Águas de Lindóia. Coisa de Louco.
Voltando a Paragominas, que é o assunto principal desta crônica. Como o Pastor Paulo Ramos fala sempre com minha neta, via internet, eu, muito inocente falei para ela pedir o endereço dele, que não teve a menor dúvida: “fale para o Enio que meu endereço continua o mesmo, ou seja http://arcron.blogspot.com/. Passados uns dias, recebo uma carta de minha neta, pedindo para eu anotar o endereço do Pastor Paulo que é http://arcron.blogspot.com/. Muito bem, muito bem, agora já tenho o endereço do meu amigo, o catarinense Paulo Ramos. Agora é só eu entrar na escola de Informática (novamente pois eu já tentei uma vez), aprender a manejar bem o computador, comprar um novo, pois o outro está com a Lucy lá na capital. Fácil, não? Esses amigos modernos pensam que todos também o são.

Pedir endereço no meu tempo era só saber a rua, número e CEP. CEP já é muito moderninho pra mim. Primeiro eram só 5 algarismos, depois passou para oito e agora já está caindo de moda. Acho que está na hora de entrar na fila organizada por São Pedro, começo a ficar sobrando nesta vida. Por enquanto, meu endereço é só caixa posta 136, Serra Negra, CEP: 13.930-000.
Não sei quanto tempo o correio vai existir. Acho que esse negócio de carta, máquina Olivetti, rua, CEP, não demora muito a acabar. Só não estou muito preocupado, porque devo partir antes, mas não demora mais de 15 anos e quem não souber informática, não conseguirá nem escolher o prato predileto num restaurante, uma simples feijoada será http://www.pretinho.com.br/.

Eu,hein? Me inclua fora dessa, estou saindo de fininho, entrando de costas para pensarem que estou saindo.


Enio Campos
Cronista, Jornalista e Radialista
Reside em Serra Negra - SP e escreve para outros jornais.
Esta crônica, como outras deste cronista, colocada aqui
é publicada no "Jornal Tribuna das Águas", da
cidade de Águas de Lindóia - SP.

Jornalista Sem Diploma

É a nova lei. De hoje jornalista não precisa de diploma. É uma categoria comum. Aliás, essa não é a primeira “facada” que eu sofro como jornalista. Nos anos 70 (não sei precisar bem a Data) houve uma modificação na previdência e o jornalista deixou de ter aposentadoria especial, passou a fazer parte comum da previdência recebendo suas aposentadorias como um trabalhador normal, sem levar em consideração o ensino superior.

Na época, foi um protesto geral, depois as coisas acalmou e lei é lei. Lei não se discute, cumpra-se. Agora veio a segunda “facada”. Não precisa ter faculdade pra ser jornalista.

É como se eu Deputado/Senador não precisasse de registro no T.R.E. Para ser Deputado/Senador. A partir da regulação é jornalista quem quiser, basta ter uma boa carteira comercial e pronto. Será que vai ficar por isso mesmo? A classe vai aceitar essa modificação sem fazer nada? Acho que não, tem que existir um certo agrupamento e uma reunião, protesto na praça da Sé.

Os jornalistas que estudaram, que se foram não pode deixar tão barato essas modificações impostas pelos homens da pátria. Daqui a pouco eles vão dar o direito dos bacharéis assinarem os requerimentos de petições.

Por que precisa ter registro na ordem? Os bacharéis fizeram as mesmas faculdades, apenas não conseguiram a aprovação na ordem. Pouquinha coisa, não?

Conheço bacharel que já tentou dez vezes e não conseguiu. A ainda assim no Brasil está abarrotado de advogados que não são advogados. Não sei se passou despercebido, mais isso é uma afronta contra os jornalistas que fizeram o curso, obedeceram o que mandaram a lei.

Se aprovada e sancionada essa lei, eu recebo como uma vingança política. Muitos políticos (Maus políticos) foram e são criticados pela imprensa e estão se vingando. Vingando de uma maneira baixa, Sórdida e rasteira.

Os jornais já existem, embora seminocauteados, vão seguir na mesma linha, todavia não vou ficar boquiaberto se surgirem pequenos jornais de uma ou duas folhas repletos de erros clássicos de português, não será português assim de “portugueis”. Lógico são jornais com data marcada para ter seu término.

Fazer um jornal não para qualquer um, é para quem estudou para isso. Em muitos jornalecos, podem até aparecer estampa na primeira pagina (ou pagina única) uma carta parabenizando determinado Deputado por ter conseguido o feito. Coisas mais ou menos assim “venho por meio desta dar os parabéns a Vossa excelência por mais uma vitoria” tal é tal, etc e etc. fazer o que? Engolir com farinha.

Na vida real existem muitos leitores curiosos e uma ou duas vezes ele pode ater ler, mas não cairá na terceira vez. E quem perde com isso? A própria nação. Eu. Você que pensamos em viver em um Brasil alfabetizados, falando fluentemente nossa língua. Infelizmente tem gente que não olha para frente, parece aquele animal de quatro patas, chamado cavalo que vem do latim caballu, que costuma usar tapa olhos para não ver dos lados.

Não é minha intenção ofender ninguém, muito menos os pobres animais que tanto trabalham em troca de nada, apenas pela alimentação. Vai depender muito dos dirigentes dos jornais.

Não acredito que eles vão querer baixar o nível. Outros baixaram porque não são jornalistas de verdade, são oportunistas que não estão dando a mínima para os leitores. Que tal se mudarmos o nome de jornal para panfletos? As autoridades no Brasil estão querendo o quê? Esculhambar com tudo? Jornalista tem sido uma coisa séria neste país. Séria e barata.

Vejam quanto custa um jornal. É preciso um bom departamento comercial para que ele circule corretamente, sem prejuízo e nem precise de ajuda do dinheiro publico. O Presidente da Republica vai sancionar isso? Depois, não se queixe do alto índice de analfabetos no país.
Enio Campos
Cronista e Jornalista
Colaborador e um dos fundadores do ARCRON
Reside em Serra Negra - SP

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Recordar é Viver

Alguns preferem dizer que recordar é sofrer duas vezes. Discordo plenamente. Na vida temos que ter Passado, Presente e Futuro. O passado é para recordar e não para se lamentar. O presente é para se viver intensamente e o futuro é uma incógnita que só Deus pertence. Lutamos no presente buscando um futuro melhor.
Dizem que ninguém vive do passado. Eu por exemplo penso no futuro, mas busco grande parte de minha inspiração no passado, sem esquecer o presente. Por algum motivo que Ele sabe qual é o meu presente é meio estagnado.

Não tenho uma boa vida, todavia garanto que não vivo mal, tem gente que mesmo com muito dinheiro vive bem pior, garanto. A vida deu-me um limão, mas misturei com água e açúcar e umas pedrinhas de gelo e fiz uma bela limonada. Poderia ser um pouco melhor, se não fosse o irracionalismo do governo Lula, que não sabe o quanto é doida a injustiça de um governo incompetente, incapaz de enxergar a diferença de um aposentado que sempre contribui com a Previdência pagando seu INSS pelo teto e hoje vê sua aposentadoria ser achatada cada vez que há o aumento do mínimo na base de 15% e os aposentados que ganham mais que o mínimo ter um irrisório aumento de 5%.

O Lula não é culpado disso. Ele era um “quase” Anarfa, maior de idade, e foi candidato, podia voltar e ser votado. Foi. Portanto... Por incrível que pareça não estou para criticar ou elogiar ninguém, até acho que o Lula está sendo melhor que eu esperava.

Todos nós nascemos e só decidimos o que queremos fazer na vida bem mais tarde. Veja o Agnaldo Timóteo, gostava de cantar, foi motorista da Ângela Maria até surgir a oportunidade de ser cantor. O Dalvan da ex-dupla Duduca e Dalvan eram dois pintores de paredes apaixonados por música. O Duduca morreu cedo, mas ficou o Dalvan fazendo sucesso. Hoje ele é formado em Direito, mas continua cantando.

O Raul Gil trabalhava na Empresa de Transportes Londrino – era meu colega, gostava de cantar e começou na vida artística como imitador e humorista até descobrir a sua real vocação: Apresentador. Estou falando, ou melhor, escrevendo de gente com mais idade porque eu também sou de mais idade, não conheço essa garotada que está surgindo agora e fazendo sucesso, é uma nova geração de Franciscos Alves, Carlos Galhardos, Ivans Curys, Nelsons Gonçalves, Dalvas de Oliveira, que está surgindo agora e que por certo outros Enios viverão para falar deles.

O que não estão surgindo são orquestras como Mantovani, George Melachrino, Morton Goud, Orquestra Casamatta, Sylvio Mazzucca, Maurice Jarre, Românticos de Cuba, André Penazzi, Lafayette Ketelbey, Eddie Galvert, Don Euclydes, Paul Mautiat, Billy Vaughn e tantas outras que hoje é apenas saudade. Saudade do tempo que passou, ficou bem longe mas não traz apenas melancolia, traz também a recordação de um tempo em que a felicidade custava menos.

Aproveitei bem e fui feliz dentro do possível. Aproveitei tanto que hoje tenho recordação sem ter tristeza. Parece um paraíso, mas posso afirmar com todas as letras que não é, é sim um novo modo de viver mais uma vez o que já vivi. Às vezes tenho uns lampejos de preocupação com o amanhã. É coisa momentânea, pois não tenho tudo o que quero, mas quero tudo o que tenho. Por outro lado, mesmo não sendo muito inteligente, sei que na vida a única coisa certa é a morte. Triste, mas é certo. Talvez esteja falando a convicção plena da vida junto ao Pai eterno. Ainda bem que é coisa de momento. Depois eu paro alguns segundos e volto à realidade, e deixo o amanhã por conta de quem tem de se preocupar com isso.

Conforme eu mesmo escrevi é apenas um lampejo. Até hoje a vida seguiu seu curso normal. Por que iria mudar agora? Nada disso, vou apenas continuar pensando como sempre pensei, ou seja, recordar é viver a vida intensamente.

Sou aposentado, ganho mais que o salário mínimo. E daí? O Lula não vai governar eternamente, e nem eu viverei para sempre. Tudo certo, 2+2 são 4.
Enio Campos
Jornalista - Reside em Serra Negra / SP