Hoje em dia sob o impacto da alta crítica, algumas pessoas estão impugnando a autoridade da Bíblia, duvidando de sua credibilidade, autoridade exclusiva e guia adequada para os tempos atuais.
Apegando-se a dados empíricos, a experiência e a tradição, definem as discussões acerca do uso do álcool, a legitimidade da homossexualidade, o problema das origens e outros aspectos do estilo de vida critão.
Sobre o álcool, surgem as perguntas: A bíblia condena o uso do álcool ou apenas está contra o abuso do álcool? Em verdade, alguns resultados de investigações sobre os “benefícios médicos” do álcool sugerem que “dois ou três tragos por dia fazem bem. ...pode ser mais saudável do que um regime não alcoólico.”
Quanto a argumentação sobre a moralidade da homossexualidade, um teólogo argumenta que há uma evidência científica que alguns já nascem homossexuais. Assim, o que acontece, se esta evidência está contra as Escrituras? Quanto ao lesbianismo, uma instrutora bíblica, professora de colégio secundário crê que sua relação lesbiana foi “o dom de Deus” para a conversão de sua companheira. Para a professora, as Escrituras não é a única fonte de autoridade. Diz que necessitamos “contemplar o resto do mundo natural” e também escutar a voz de Deus dentro de mim”.
Vimos nestas e outras tendências uma forte oposição ao que afirma o apóstolo Pedro no capítulo dois de 1 Pedro, dando-nos a entender que a Bíblia deve confirmar e ser a norma de nossa experiência, ao contrário do que pensa a atual geração pluralista.
Quanto ao registro bíblico do gênesis, um colaborador do livro “The Welcome Table” usa uma “imaginação santificada” para afirmar: “primeiro, necessitamos tornar claro o que Gênesis 2 é e o que não é. É um relato das origens, um relato para instruir e alguns para entreter, contado de tal maneira para que seja fácil de ser recordado e voltar a contar. Não é história nem ciência. Em outras palavras, nem sempre podemos confiar na exatidão histórica ou científica de Gênesis 2.”
É lamentável quando se apresentam aos membros de alguma igreja análises superficiais de relatos paralelos como se fossem obras biblicamente profundas.
Todas essas suposições equivocadas quanto a inspiração, confiabilidade e única autoridade das Escrituras resultam em um desvio da Palavra e, consequentemente, de doutrinas bíblicas expostas claramente. Também afetam a posição sobre assuntos de estilo de vida cristã: o aborto, a poligamia, o vestuário, o alimento puro, as jóias, o uso de bebidas alcoólicas, a guerra, etc.
Em seu livro “Recibiendo la palabra“, o teólogo Samuel Koranteng-Pipim diz que afirmações sérias estão sendo consideradas, ele afirma, um Cavalo de Tróia, onde teólogos e eruditos cristãos se utilizam da alta crítica, afirmando não se influenciar por seus pressupostos, mas demonstrando na prática que estão se desviando da Bíblia, trazendo dúvidas sobre as crenças fundamentais do cristianismo, tais como a inspiração, confiabilidade e exclusiva autoridade bíblica; a expiação substituta de Cristo; a salvação pela graça, por meio da fé; a mensagem do santuário, entre outras.O que mais me chama a atenção é o fato de que muitos teólogos se utilizam da alta crítica, afirmando não se influenciar por seus pressupostos, mas esta prática está levando o povo cristão remanescente a impugnar os ensinos históricos. Objeções quanto a poligamia, homossexualidade, comer alimentos impuros, beber bebidas alcoólicas, e outros, fazem parte de uma grande gama de uma apologia que tem como pano de fundo os fundamentos da alta crítica.
Acredito que o senso crítico deste grupo de pensadores atinge o nível da desonestidade uma vez que sustentados por organizações fazem apologias a alta crítica colocando em perigo a estabilidade doutrinária e organizacional da sua entidade mantenedora, bem como seu estilo de vida.
A exposição do autor do livro neste aspecto é muito oportuna, já que não é um tema que está sendo muito debatido no âmbito da igreja. Isso faz com que o leitor sinta-se motivado a entender o que está acontecendo e buscar uma maior capacitação, através de estudos, a fim de defender sua fé.
Fontes externas, ou seja, uma outra voz, como coloca o autor, estão dando as Escrituras Sagradas uma nova interpretação. E isto está fazendo com que, tal como já afirmado, se duvide da Bíblia como a autorizada Palavra de Deus. Muitos desses defensores da alta crítica afirmam que já que a Bíblia é divina e humana, a porção divina pode ser perfeitamente fidedigna, mas a porção humana não. O que não ficou claro neste ponto foi, qual a porção divina e qual a porção humana.
Um tema me chamou a atenção nesta leitura, pois é uma novidade em termos de aprendizado. Trata-se da revelação progressiva, onde algumas instituições a propaga a fim de justificar a ordenação das mulheres ao ministério pastoral, por exemplo. Esta verdade progressiva sugere que Deus não revelou toda a verdade em algum tempo prévio, e a revelação não está presa a um pensamento e as normas de conduta dos profetas e discípulo de então, senão que Deus vive e está ativo hoje e amanhã.
Em fim Deus levará Seu povo a descobrir novas verdades. Os liberais oferecem uma reforma na igreja mas uma reforma diferente, onde se baseia numa reinterpretação do corpo doutrinário, ou seja, das doutrinas bíblicas.
Acreditamos que nosso maior perigo de sermos derrotados pelo poder do inimigo não está em mal que vem de fora. A autora americana Ellen G. White, diz que: “Temos muito mais que temer os inimigos internos do que os externos.” 1ME, 142.
Está mais do que na hora de nos apegarmos as Sagradas Escrituras e permitirmos que Deus através dela, revele sua vontade a cada um de nós. Mas não basta Ele revelar sua vontade, é necessário praticá-la, pois disse Jesus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquale que faz a vontade de meu pai, que está nos céus." Mat. 7:21
Paulo Ramos
Coordenador Geral do ARCRON
Artigo Baseado:
Samuel Koranteng-Pipim. Recibiendo la palabra. Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana, 200. 115 a 230 (115 páginas).
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
A Palavra Questionada
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