quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Reino Animal ou Reino de Deus?

Creio que ainda hoje a maioria das mulheres sonha com um casamento cheio de pompas, com um belo vestido, uma igreja toda enfeitada, muitos convidados, uma grande festa, e claro, o príncipe encantado.

Diante desse sonho, os produtores de filmes ajudam a ampliar ainda mais os delírios de muitas mulheres apaixonadas. Muita gente ainda lembra o casamento do príncipe Charles e Diana. Chegou a ser roteiro de filme a história desse verdadeiro conto de fadas. O cinema já promoveu muitos casamentos estranhos também.

Você já percebeu que quando se fala em casamento o destaque é a noiva? E o noivo? Onde ele aparece nesta história. Um garotinho perguntou a seu pai porque o noiva sempre está de branco, seu pai respondeu que o branco representava a pureza e a felicidade. Então o menino, depois de pensar um pouquinho, fez outra indagação: Quer dizer que o infeliz sempre é o noivo?

Creio que apesar o traje preto o noivo nem sempre é o infeliz. Aliás penso que nesse momento, salvo raras exceções, não há infelizes. Tudo é festa e muita alegria no ar. Mesmo por que o traje preto, hoje em dia, não é mais o único para o noivo, embora ainda seja o tradicional.

Gostaria de chamar a atenção para um desses muitos casamentos curiosos que vemos por aí. Já vi casamento em baixo d’água, saltando de avião, ao ar livre, em ginásio de esportes com centenas de noivos. Já vi anão com marido ou esposa alta, etnias diferentes. Hoje você pode ver casamento de mulheres ou de homens entre si. Pai de santo faz casamento e outras seitas, das mais estranhas. Em fim, vimos quase de tudo!

Eu disse quase de tudo, porque o que li recentemente me mostra que ainda há loucura neste mundo para coisas que parecem impossíveis. E creio que depois disso eu não posso nunca dizer que tenha visto todo o tipo de casamento. Acredito que temos ainda muito que falar no futuro.

Um homem chamado P. Selvakumar, indiano, há cerca de 15 anos começou a ter problemas de saúde, como paralisia nas pernas e braços e surdez em um dos ouvidos. Nosso amigo atribui sua enfermidade a uma maldição que caiu sobre ele depois que matou dois cachorros a pedradas.

Para confirmar a tal maldição ele foi consultar um astrólogo, o qual receitou o casamento como o único meio de curar-se desta maldição. Mas a noiva não poderia ser uma qualquer, teria de ser uma noiva especial, uma cadela. Nosso amigo indiano, então escolhe “Selvi”, uma cadela vira-lata e casa-se com ela numa tradicional cerimônia hindu. Tal fato ocorreu em Manamadurai, no sul do país.

Para dar inveja as solteironas do lugar e de outros lugares por aí, a noiva trajava-se com uma tradicional roupa de casamento, enfeitada com flores. O noivo ganhou uma festa após a cerimônia matrimonial, oferecido pela sua família. Já a noiva comemorou apenas com um pão doce. Não temos informações sobre a lua de mel.

Há algum tempo eu escrevi sobre família e citei a frase de uma psicóloga, a qual havia participado de uma convenção sobre esse tema na Ásia. Ela afirmava que hoje em dia as famílias não podem ser consideradas mais a mesma, pois temos vários modelos de famílias, como as que são constituídas somente por homens, ou somente mulheres, ou ainda, só uma mulher ou um homem liderando o lar. Agora poderemos acrescentar a família formada por homem e animal.

Sabe de uma coisa, a verdade é que para algumas pessoas isso só falta ser oficializado, já que existem lugares para encontros entre humanos e animais, mas não um contato com a natureza, para contemplação de desfrute das belezas naturais, mas para encontros “amorosos”, se é que podemos chamar assim.

Vimos há algum tempo, em um jornal em rede nacional, a notícia que um homem morreu por ter tido relação sexuais com um cavalo, em uma fazenda de “zoofilia”. O que você acha? Fazenda de zoofilia! Dá para acreditar? Homens e mulheres se encontrando com animais. Ouvi uma vez, uma senhora dizendo que chegaria o dia que deveríamos pedir desculpas a Sodoma e Gomorra, tal estado de perversão que chegaríamos.

Isso é profético! Chegaríamos ao período semelhante ao que antecederia o dilúvio, veja o que diz o texto bíblico: “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então, se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. ... A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra.” Gen. 6:5-6, 11-12.

Referindo-se a este fato, o próprio Senhor Jesus faz o seguinte comentário: “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.” Mateus 24:37-39

Os dias vão passando e nós ficamos cada vez mais impressionados com a ilimitada condição desafiadora do ser humano, querendo ser tal como Deus, modificando o curso natural das coisas, em nome de uma falsa liberdade, quando na verdade são prisioneiros de suas luxúrias, fantasias e perversões.

Enquanto a ignorância, e alguns diriam cultura, faz um homem casar-se com uma cadela, outros buscam saciar seus prazeres pervertidos unindo-se a vários tipos de animais. Alguém poderia dizer: “mas são todos do reino animal!”. É verdade! Essa seria a única explicação. Mas eu prefiro ser considerado do “Reino de Deus”.

Paulo Ramos
Coordenador Geral do ARCRON


Fonte: http://www.g1.com.br/
13/11/2007

0 comentários: