terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Gratidão

Estamos vivendo mais um final de ano e nos preparando para algo que não sabemos bem o que é, mas é semelhante ao passar de uma sala para outra e quando passamos, fechamos a porta e ela nunca mais será aberta. Ficarão somente as lembranças.

Mas que tipo de lembranças? O que fica para trás? O que deixamos por trás da porta que fechamos? Como cristão sou exortado a cultivar o hábito da alegria, contentamento, gratidão e louvor. Mas sabemos que nem sempre é assim. Isso se torna fácil se passamos um ano relativamente tranqüilo, alcançando a maioria de nossos projetos de vida. Mas, e se as coisas foram totalmente o inverso, ou seja, morreu alguém querido da família, os negócios não deram certos, a família se desfez e por aí vai?

Pode parecer estranho para você, mas quando estamos na maior dificuldade é que precisamos aprender a agradecer, e cultivar os hábitos positivos que mencionei acima. Claro que isso não mudará o fato de que sua empresa faliu, ou que alguém querido faleceu, mas vai ajudar você a enfrentar todos estes desafios e muito mais!

Aprendi uma lição importante na semana passada, ou seja, “o louvor é a fé em ação”. E se isso tornar-se parte de minha vida, posso mudar a mim mesmo, posso conquistar os mais elevados sonhos! Paradoxalmente em uma vida cheia de contratempos, serei vencedor!

Existe um homem que admiro muito e ele também se chama Paulo. Você pode imaginar alguém em uma prisão hoje em dia? Cem homens onde só cabem dez. Olhamos os noticiários e vemos pessoas clamando por ajuda pois não suportam viver em situação sub humana. Fazem revezamento até para dormir. Imagina só colocar uma mulher aí nesse meio por alguns dias! Mas esta é outra história.

Se hoje é ruim, imagina como seria uma prisão romana há cerca de dois mil anos? Talvez um lugar úmido, insalubre, uma espécie de caverna com grades, sem ao menos ver a luz do sol ou sentir o seu calor. Ainda acorrentados, açoitados e, provavelmente, famintos.

Pois assim estava este homem, Paulo. Mas havia um detalhe que o diferenciava de tudo o que se pode imaginar de um prisioneiro nestas condições. Ele não estava deprimido, não se lamentava por superlotação, maus tratos, comida ruim ou por não ter seu tempinho exposto ao sol. Você sabe o que ele fazia nestas circunstâncias? Ele escrevia cartas de encorajamento para seus amigos. De onde este homem tirava força? Como ele poderia manifestar um espírito de alegria, regozijo e gratidão?

“Alegrai-vos comigo” era o que dizia. Este é um apelo sincero, para cada um de nós para sermos, no mínimo, otimistas. Toda essa força de Paulo vinha da certeza de que Deus estava com ele.

Temos a nossa frente um futuro e se temos um futuro com ele vem a esperança. Assim poderemos dizer que caminhamos para um novo ano com muito otimismo, mesmo sabendo que pelo caminho poderemos encontrar muitos espinhos, abismos, barreiras e até podemos descer ao vale da sombra da morte, mas nada disto se compara com a alegria de chegar até o final de mais uma etapa em nossa vida, ou seja, ao final de mais um ano.

Se olharmos mais para adiante, para os que crêem nas promessas de Deus, poderemos ver o peso da glória que nos aguarda bem a nossa frente. Por isso devemos caminhar por esta efêmera vida, a passos firmes, com louvor e gratidão em nosso coração.

Este é um período propício para meditar em nossa vida até aqui. Vitórias? Derrotas? Certamente muitos, por quês? Arrependimentos e lamentos. Mas não podemos nos esquecer que somos privilegiados por chegarmos até aqui. Você pode lembrar, agora mesmo, que muitos não conseguiram chegar até o final desta jornada. Será que eu ouvi um “muito obrigado”?

Sim, realmente esta é uma ocasião para reconhecimentos e agradecimentos! Você pode escolher: saúde, trabalho, amigos, família, vida, sonhos alcançados, entre outros.

Pena que nem todos pensam desta maneira. Para muitos, esta é uma ocasião somente para festas, presentes, bebedeiras e tudo mais.

O verdadeiro filho de Deus tem uma atitude diferente! E Deus não poderia esperar outra coisa dele.
Salmo 90:12“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.” Ele espera que façamos uma reflexão do ano que passou.

No Salmo 116:12 vemos que ao meditarmos nas misericórdias e bênçãos recebidas do Senhor, a grande questão só poderia ser esta... “Que darei ao SENHOR por todos os seus benefícios para comigo?”

Daqui a alguns dias haverá muitas trocas de presentes em quase todo o mundo. Quero desafiar você a dar um presente a Deus, como forma de agradecimento, Prov. 23:26“O seu coração”, para que seus olhos se agradem dos caminhos do Senhor, os caminhos a percorrer em 2008.



Paulo Ramos
Coordenador do ARCRON

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