segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Parece, mas não é!

Você já ouviu aquela frase: “parece, mas não é”? É possível que nunca tenha ouvido falar nisso, mas provavelmente já viu muitas coisas parecidas. O que mais nos chama a atenção são pessoas que dizem ser uma coisa, mas todos sabem que é uma outra completamente diferente. Isso mesmo! Todos sabem! Menos a própria pessoa, que acredita realmente no que pensa que é.

Está parecendo meio complicado? Mas deixa-me contar certa história que li em um livro muito especial. Um homem, não se sabe ao certo porque já que era muito querido por seus amigos, logo cedo, pela manhã “teve fome”. Alguns acreditam que ele passou a noite acordado fazendo o que mais gostava, ou seja, conversar com seu pai.

O fato é que cedo, estava com fome. Caminhando por uma estrada, viu que perto dali havia uma árvore frondosa, com muito verde, muito bonita e vistosa. Havia outras árvores ao longo da mesma estrada, mas esta era diferente era a única que apresentava muita folhagem, enquanto as demais estavam secas.

Era uma região interessante e com alguma superstição, já que as pessoas plantavam esta árvore a beira da estrada, pois pensavam que a poeira, quando absorvia a seiva que saía da planta, contribuía para uma boa produção de frutos. Esta árvore é bem curiosa, nós conhecemos como “figueira”, até temos um time de futebol em Florianópolis inspirado nela. É curiosa porque uma das suas características é que geralmente as folhas apareciam após a formação do fruto ou junto com eles. Mesmo não sendo época de figos, algumas árvores produziam fora da época certa.

Um homem faminto vendo uma árvore desta vai rapidamente a sua direção para desfrutar de alguns gostosos frutos logo pela manhã. Mas, a surpresa foi que esta árvore contrariou todas as expectativas. Era grande, vistosa, bonita, frondosa, aparentemente com muitos frutos, mas só havia folhas ali. Que decepção! Que tristeza!

Fazendo uma analogia desta árvore e o perfil das pessoas que vemos por aí, veremos que muitos, apenas vivem de aparências, não produzem frutos, mas estão carregados de folhas de pretensão e fingimento. Chamam a atenção por suas belas a abundantes folhagens. São árvores estéreis, com pretensiosos ramos, belos à vista, mas só produzindo folhas. Sem humildade, sem bondade, sem amor.


Esta bela árvore prometia frutos de bom tamanho. Quero lembrar que havia outras árvores, porém não tinham folhas, assim, ninguém poderia esperar que elas dessem algum fruto. O que se poderia cobrar destas árvores? Nada!

Esta breve história nos diz mais algumas coisas, ou seja, sempre vamos esperar que aqueles que “produzem folhas”, também “produzam frutos”. Ficamos tremendamente decepcionados, frustrados em relação às pessoas que apenas apresentam “folhas”. São pessoas sem vida, vivendo de aparências, ortodoxias, tradicionalismos sem sentido, com absoluta falta de amor pelas pessoas. E, para aqueles que são cristãos, ainda há o fato de que não demonstram amor a Deus.

A figueira que não dá frutos, logo perde suas folhas. Assim são aqueles que podem parecer um tipo ideal de pessoa ou mesmo bom cristão por algum tempo, mas assim como as folhas caem, sua máscara vai desaparecendo e manifesta-se seu verdadeiro caráter. Quanta decepção! Apenas formalismo frio!

De todos os defeitos, não há nenhum que seja mais ofensivo para Jesus do que a hipocrisia. Foi o que Ele mais combateu em Seu tempo.
Sim, esta história se passou com Jesus, e sabe o que aconteceu com a figueira? Foi amaldiçoada e secou. Aqui está outra lição, uma parábola que dramatiza o juízo de Deus contra uma vida estéril.

Este ato de Cristo amaldiçoar a figueira surpreendeu os apóstolos. Era diferente de tudo o que Jesus havia feito ou era. Sabiam que Ele não veio para condenar o mundo, mas que por meio dEle, o mundo pudesse ser salvo.

Sempre O viram restaurando, nunca destruindo. Jesus era o restaurador, o médico. Mas, e isso agora? Mais uma verdade para não nos esquecermos: Deus é amor, mas também é justiça. Ninguém vive a Palavra sem servir aos outros. Alguns se julgam excelentes pessoas, mas não sabem o que é servir.

Sempre teremos a oportunidade de sermos pessoas verdadeiras e honradas, porém estas oportunidades cessam a certo tempo. E o resultado disso é um coração endurecido, o qual não dará ouvido a qualquer voz de advertência.

Vivemos em um tempo realmente difícil e necessitamos produzir “frutos” nesta vida, bons e muitos frutos, pois em algum momento seremos cobrados por isso. Seremos verdadeiros ou viveremos de aparências? Vitoriosos ou perdedores? Cabe a cada um de nós decidirmos.

Paulo Ramos
Coordenador do ARCRON


Baseado nos seguintes textos da Bíblia:
Mateus 21:18-19 e Marcos 11: 12-14.

Também baseado no livro:
O Desejado de Todas as Nações
Autora: Ellen G. White
Editora: Casa Publicadora Brasileira
Páginas: 558, 559, 560 e 561.

1 comentários:

Sonielson Sousa disse...

Prezado Paulo, bom dia. Li e gostei muito desse artigo. Não sou evangélico/protestante, mas admiro quando os que são conseguem transmitir tão bela mensagem. Publicarei seu artigo na coluna "No Mais" do jornal O GIRASSOL desta semana. Se quizer uma cópia, dirija-se a um dos nossos pontos de distribuição, ou pegue diretamente na sede da empresa, que fica situada no edifício Office Center, 4o. andar.
Um abraço e boa semana.

Sonielson Sousa
Editor Executivo jornal O GIRASSOL
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