Esta é uma época em que se vê de tudo. A chamada terra santa deverá ter o maior número de visitantes, cerca de três vezes mais o número de pessoas que visitaram Jerusalém e principalmente a Igreja da Natividade em Belém, em 2006.Em toda a mídia, loja ou qualquer outro lugar que você olhe ou entre algo lembra a época em que estamos vivendo. Você ouve músicas que só se tocam nesta época, pessoas correndo de um lado para o outro em busca de alguma coisa. As lojas estão lotadas, enfeitadas e seus vendedores vestidos a caráter.
É um festival de compras! E se compra de tudo e para todos. Os pobres recebem presentes, e alguns deles são cestas básicas, muito mais esperadas do que carrinhos de brinquedos e bonecas, mesmo pelas crianças.
O coração das pessoas ficam mais sensibilizados e percebem que existem outras criaturas neste mundo e que passam necessidades extremas. Assim, acreditam que uma panela de sopa, um brinquedo, uma cesta básica, uma roupa ou algo semelhante os farão felizes. O problema é que o ano tem 365 dias e não somente um dia – 24 de dezembro.
Shoppings apertados, estacionamentos escassos, e algumas pessoas comprando mais do que podem pagar, para ter apenas um dia no ano de saudosismo, alegria, bebedeira e glutonaria, preferencialmente ao lado de toda a família.
É a maior festa comercial em todo o mundo, e o principal personagem tem uma origem duvidosa, mora em um lugar onde não têm pessoas, e sua influência nos faz, em pleno país tropical, a enfeitar grandes lojas com árvores salpicadas de algodão como se fosse neve. Aqui onde as frutas frescas são fartas, corre-se atrás de frutas secas, características de um lugar onde não há possibilidade de tê-las em sua forma in natura.Que coisa mais esquisita, você não acha? Não seria a época de comemorarmos o aniversário de outro personagem? Alguém viu a foto dele em alguma loja? Viram alguém na rua enfeitado como se fosse ele? Alguém o viu como garoto propaganda de algum shopping, com crianças sentandas em seu colo e pedindo presentes?
Na verdade, não seríamos nós que deveríamos dar presentes para ele? Mas trocamos presentes entre todos e nos esquecemos do aniversariante. E que presente você poderia dar a Ele? Ah! De quem estou falando? De Jesus Cristo, é claro! Se existe natal foi porque Ele nasceu. Não importa se foi esta data instituída por um imperador pagão com outras intenções, o que na verdade importa é termos a certeza de que Jesus nasceu e nunca nos esquecermos disso! Lembrarmos a cada ano deste fato maravilhoso, pois Ele nasceu porque “Deus amou o mundo”, amou e ama todo o ser humano.Mas o comércio e o personagem concorrente parecem ofuscar um pouco do brilho deste maravilhoso ato de salvação. Este é o clima que Jesus gostaria que a humanidade desfrutasse todos os dias. Um clima de compaixão, amor, solidariedade, abnegação, ou melhor, sermos como Jesus foi.
Por isso que o aniversariante do dia pede a cada um de nós um único presente, o nosso coração. Nada mais, apenas amarmos como Cristo amou. Jesus disse: “Assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” João 13:34-35.
Paulo Ramos
Coordenador Geral do ARCRON
24/12/2007











Daqui a alguns dias haverá muitas trocas de presentes em quase todo o mundo. Quero desafiar você a dar um presente a Deus, como forma de agradecimento, 
