Outro dia eu estava lendo um jornal, destes da internet e vi uma jovem americana, bonita, do tipo que chamaria a atenção de qualquer um. Sob pretexto de pagar seus estudos de mestrado na área de família, está leiloando sua virgindade. Eu escrevi uma crônica sobre isso e você a encontra neste blog, logo abaixo.
Hoje, em mais uma de minhas madrugadas aceso, passo em outro jornal on-line e vejo a manchete de uma italiana que quer vender sua virgindade, e já tem um jornalista dando lance de R$ 1,3 milhão. Ela certamente já fez alguma grana pois foi participante de um Big-Brother, na Itália. Parece que os motivos para ir para cama com alguém está ficando cada vez mais fútil. Desta vez é para comprar um apartamento e fazer aulas de atuação, pois deseja ser atriz. Eu fico pensando o que se passa na cabeça deste povo! Tirando o fato da virgindade e do alto pagamento, isto não tem diferença nenhuma das prostitutas que estamos acostumados a ver pelas esquinas, oferecendo seu corpo em troca de um pagamento menos pomposo do que os oferecido pelas moças em questão.
Muito possivelmente os motivos para venderem o corpo, destas “garotas de programa”, as que ficam nas ruas e não estas das manchetes dos jornais, não sejam tão “nobres”, talvez seja o sustento dos filhos, a sobrevivência, ou outra condição imposta por nossa sociedade conformada com estas situações.
Nas propagandas da TV vemos a grande campanha contra a exploração sexual infantil, mostrando que temos milhares de crianças vendendo sua virgindade por um preço que certamente não pagaria uma cesta básica. E agora chegam estas gringas inflacionando o mercado. Claro que estou ironizando! Esta questão de sexo está fugindo ao controle.
Incentiva-se o sexo nas escolas e em toda a sociedade quando dizem que se deve fazer, mas com segurança, usando camisinha. Milhões são gastos em distribuição deste método de “proteção” para as doenças e a gravidez. Ninguém diz para não fazer sexo, fora do casamento, mas que façam de forma segura. Ninguém diz, também, que sexo com camisinha diminui o risco de doenças e gravidez, mas não evita 100%. E toda esta campanha incentiva o sexo e o torna comum, banal e perigoso, chegando aos extremos como estamos vendo e as loucuras que ouvimos falar por aí. Veja as manchetes que você pode encontrar no site G1: “Homem fica preso ao tentar fazer sexo com um banco de metal”; “Mulher irrita vizinhos e leva multa por causa de ‘maratona de sexo’ barulhento”; “Homem afirma que já fez sexo com mais de mil carros”; “Escocês pelado é acusado de tentar fazer sexo com carro”; “Artista que usa pênis como pincel vira atração de feira de sexo na África do Sul”.
Dá para acreditar nestas coisas? Vender virgindade não é nada diante disto. Mas tudo hoje em dia gira em torno deste tema. Não sei onde vamos parar! É bom refletirmos um pouco nessa banalização do sexo antes que isto se torne uma epidemia sem controle algum. Mas será que tem muita gente interessada em controlar isso?
Paulo Ramos
Coordenador do ARCRON

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