segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Vingança dos Oprimidos nas Eleições

Caros leitores são oportunos alguns comentários sobre o que representa a eleição do Barack Obama e Lula no contexto mundial, especialmente no Brasil. Para dar uma idéia do assunto a ser traçado aqui, vejamos o motivo principal da Revolução Francesa 14 de julho de 1789. Analisem.

O governo da época era absolutista. Controlava tudo, a Justiça e a economia. Controlava política e a opção religiosa dos administrados (povo). Não existia democracia, pois o povo não podia dar a sua opinião e nem votar. Quem ousava discordar ou salientar alguma opinião mais fervorosa era preso imediatamente, sem direito à ampla defesa ou ao contraditório e se o indivíduo não tinha um ar simpático iria direto para a guilhotina. O povo estava insatisfeito com isto. A situação social era gravíssima. A miséria imperava. O povo foi às ruas. O anseio coletivo era a destituição desse governo déspota. Ficavam nos palácios com seus “puxa-sacos” obesos – aristocracia, juízes e religiosos - promovendo banquetes. Que comiam até se empanturrarem em detrimento do povo. O povo nas ruas lamacentas com fome. O povo conseguiu tudo o que queria. Vigorou o lema do povo finalmente: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Os pescoços dos gordos e “folgados” fizeram sucesso nas guilhotinas.

Voltemos aos nossos tempos. Que sorte nós temos! A “vingança dos oprimidos” se baseia nos votos. Ainda bem, mas acho que os governos do planeta deviam “abrir os olhos”. O povo tem o instrumento do voto para mostrar a insatisfação. Exemplo foi o caso das últimas eleições do EUA. Por livre e espontânea vontade os americanos foram às urnas e mostraram o seu poder. Destituiu o Partido Republicano e seus representantes de forma humilhante, após vários anos de desmandos, irresponsabilidades, agressões a outras cidadanias e outras aberrações sociológicas.

Aliás, é oportuno também um parágrafo para falar sobre o voto. O povo americano foi às urnas por vontade própria para demonstrar a sua revolta maciçamente. Lá o voto não é obrigatório. E o povo sentiu a vontade e o dever de exercitar o direito sagrado do voto livre. Ato de cidadania.

Ops! E no Brasil como é esse assunto de voto. Ah! É obrigatório. E ainda vêm com essa conversa de direito. Os governantes e políticos conclamam: Exercite o seu direito ao voto! Que direito? É OBRIGATÓRIO! Será essa tendência uma falsa democracia. A moral de muitos políticos está tão abalada que “arrancam os cabelos” só de pensar a não proibição de votar. Parodiando Boris Casoy- “Isso é uma vergonha!”

E é cláusula pétrea. O que é isso? Cláusula pétrea é um ditame constitucional – votado pelos políticos – quando da Constituinte que gerou a Constituição de 1988. Determinação rígida e permanente. Não pode ser mudada de jeito algum. Não pode fazer parte de quaisquer tipos de Deliberações e de Emendas à Constituição. O artigo 60 da constituição determina que: “Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:....... § 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:........ II - o voto direto, secreto, universal e periódico.....”

“Votado pelos políticos” e em nosso nome, pois eles nos representam (Ops!). Será? POR QUE SERÁ QUE OS POLÍTICOS VOTARAM E APROVARAM A QUESTÃO DO VOTO COMO CLÁUSULA PÉTREA? Eu acho que o Legislativo e o executivo na América Latina são instituições fragilizadas. Vou mais longe, a obrigação de votar são resquícios de sistemas de governos absolutistas (ditatoriais). Imagine na América Latina se não fosse obrigado a votar, não teria eleição. Nas eleições atuais no Brasil, mais de 15% não foram votar. Esse ato é sinal de revolta. O povo se sente oprimido!

Assim como nos EUA e em outras partes do Mundo, as pessoas do povo deveriam sentir intrinsecamente o desejo de participar. Poder discernir o que é melhor para o seu país com liberdade. Abordei assunto diverso, mas acredito que tudo está relacionado com o assunto.
A história registra que os oprimidos se revoltam de várias formas. Por meio da violência com idéias revolucionárias, por meios de gritos em passeatas, por comportamentos sociais que demonstram angústia e sofrimentos, por meio de boicotes à economia e ações estatais e pelo voto. Assim, como aconteceu com as eleições, que Lula e Obama participaram. São as ações dos “oprimidos” (excluíram Marta e os republicanos, respectivamente). Torço de verdade para que os povos do planeta, principalmente da América Latina e, ainda mais, no Brasil mostrem os seus descontentamentos através dos votos.

Não era uma plataforma de propaganda de Obama a questão racial que é tão marcante nos EUA (no Brasil é pior, pois é sutil e covarde). Lá, pelo menos declaram o seu pensamento. No Brasil é normal a negação covarde de discriminação contra negros, nordestinos e pessoas pobres. Espero que nenhum hipócrita venha discordar dessa afirmação, pois desafiarei para provar. Obama poderia ter usado esta plataforma sim, mas não o fez por que sabia que perderia as eleições como candidatos anteriores ou seria morto como Martin Luther King:
“... pastor norte-americano, Prêmio Nobel, um dos principais líderes do movimento americano pelos direitos civis e defensores da resistência não violenta contra a opressão racial. Foi escolhido líder do movimento a favor dos direitos civis das minorias após organizar o famoso boicote ao transporte público em Montgomery (Alabama), em 1955.

____Lutou por um tratamento igualitário e contribuiu para a melhoria da situação da comunidade negra, mediante protestos pacíficos e discursos enérgicos sobre a necessidade do fim da desigualdade racial. Em 1963, dirigiu uma marcha pacífica do monumento a Washington até o Lincoln Memorial, onde pronunciou seu discurso mais famoso: "Eu Tenho um Sonho". (http://www.portalafro.com.br).

Assim, como os nordestinos, pobres e desempregados no Brasil, os pobres e os negros nos EUA levantaram bandeiras sim (nem se preocuparam se era ou não plataforma de Obama). Eram “os oprimidos” se revoltando. Espero que Obama realmente mude a política do desespero e crueldade para com o povo. Mudanças concretas e substanciais, inclusive em relação à política externa. Respeito às cidadanias ultra-nacionais. Espero que Obama não pratique uma política e uma administração igual ao Lula que adotou o sistema de governo liberal dos tucanos (PSDB) no Brasil. Não quero dizer que sou contra os neoliberais. Mas, acho que o Lula poderia ter um desempenho de governo mais exclusivo. De qualquer forma, foi até melhor, pois poderia trilhar caminhos duvidosos como o do seu amigo da Venezuela.

O povo está mais politizado. Os tempos são outros. Já vou adiantar um assunto para as próximas eleições. Não adianta o Lula querer impor uma nova presidenta no Brasil. Uma pessoa que não tem antecedentes sociais e comuns com os brasileiros. Querem saber da história da sua pré-candidata, então pesquise no Google: “Dilma Vana Rousseff Linhares e sua história”. Leia tudo e avalie a sua prepotência. Avalie atentamente, repito. Com muita atenção.

O povo não aceitará imposições. O povo discernirá com suprema inteligência e tomará medidas saneadoras através do voto. Estou falando do povo dos diversos países do planeta, não é só do Brasil. O povo descobriu que PODE TUDO! Ainda faço a seguinte alerta para os governantes do planeta, principalmente para a América Latina: “NÃO SUBSTIME O PODER DE DISCERNIMENTO DO POVO. Nem sua coragem. Nem sua capacidade de mudança. Portanto, governos não tentem impor uma pseudo democracia, decisões dúbias e um espírito de justiça decadente. Não tentem minar as forças de um povo que luta e busca meios de sobrevivência. Pare com as corrupções e desmandos nos seus países. Sede claro, objetivos e verdadeiros.” (Djaniro). Senão, “Revolta dos oprimidos” – ainda pelo voto. Pelo bem das nações e da sociedade. Paz para o Mundo - Graças a Deus! Leia na íntegra o discurso de Martin Luther King –“Eu tenho um sonho” no site

Djaniro Souza
Colaborador do ARCRON
Formação Jurídica e Diretor da JUSDJA Editora e Cursos de Qualificação Profissional, Presidente da ASSO – Associacionismo Nacional de Ajuda, Pesquisador de sociologia, Filosofia e Direito, Assessor e palestrante na AEscalada – Escola de Esportes, sobre Direito nos esportes (responsabilidade civil), escreve em vários sites e jornais. jusdja@hotmail.com – fones 11-34819889 – 87641669 – Aceita convites para palestras e cursos.

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