domingo, 24 de fevereiro de 2008

Já perdeu a calma com atendente de 0800 ou serviço on-line?

Eu faço de tudo pra não ter que utilizar os serviços 0800, atendentes de telemarketing ou serviços on-line. Muitos já escreveram sobre o gerundismo insuportável destes profissionais e, principalmente do tempo que gastamos na tentativa de obter uma informação. Falamos primeiro com a central de atendimento, depois, sem poder nos ajudar, nos passam para o setor de reclamações, em seguida para o setor de reclamações específicas, ainda sem resolver o problema, falamos com o setor de reclamações específicas para moradores do interior de São Paulo e assim vai. E ainda, o que falar da incapacidade ou limitação de raciocínio, de alguns atendentes? Parece que estou sendo um pouco injusta com os atendentes, mas justifico: ao tentar uma simples informação sobre o valor de dois produtos oferecidos por uma empresa através da internet, sim, apenas o valor deles, levaram mais de dez minutos estressantes de meu tempo para que eu conseguisse a informação desejada.

Sou consultora nas horas vagas de uma famosa empresa de perfumaria e cosméticos e buscando uma informação em seu site, na área específica para consultoras, percebi que uma das linhas de produtos não estava lá. Justamente a linha que eu queria consultar os preços. Já que não estava lá, cliquei no ícone do “atendimento on-line”. Eu sabia que o estresse seria inevitável, pois, em outra ocasião, eu já havia passado por essa experiência desagradável tentando buscar uma outra informação. O resultado é você continuar sem a informação desejada, vencida(o) pelo cansaço ou espera ou, ainda, se conseguir alguma coisa, a informação não é completa.

Fui atendida por uma mulher que se identificou como Talita Sales, atendente da empresa que sou consultora, e que me informou o que eu já sabia, ou seja, na lista de produtos on-line não constava a relação da linha de produtos que eu estava procurando. Diante dessa re-descoberta, procurei saber o preço de outro produto. Fui surpreendida com uma resposta, no mínimo sem noção, do tipo: o que estou fazendo aqui? Ela disse: “Por qual motivo não aparece essa informação?” Eu acho que ela me confundiu com o webwriter e webmaster da empresa, ou com alguma vidente para saber o por quê dessa informação não constar no site. Não preciso dizer que depois de algumas respostas como esta, minha paciência já estava no fundo do poço.

Percebi que ela estava digitando uma resposta, pois a informação aparece no rodapé da janela de diálogo do site. Pude perceber que ela deveria fazer um curso de digitação com urgência ou conhecer melhor seu trabalho para uma resposta mais pronta, mais rápida. O Fato é que em resposta ao meu pedido de preço, ela me deu o “código” do produto. Não compreendo como uma pessoa paga para dar esse tipo de informação, nos responde com coisas que já sabemos ou algo que não perguntamos.

Sei que este tipo de sistema de atendimento trabalha com respostas prontas, mostrando numa tela exatamente aquilo que você deve falar em diferentes situações. Mas isso está causando um bloqueio de raciocínio e quem está do outro lado tem passado por cada situação! Eu já tive a oportunidade de, em uma destas conversas, falar com a pessoa sinceramente, pedindo para que ela prestasse atenção no que eu estava perguntando e não no que o computador estava dizendo que era para ela fazer. Pior do que não conseguir resolver um problema ou ter uma informação, é perceber que milhares de pessoas estão virando literalmente uma peça da engrenagem de uma máquina e não fazem nada além do que um computador ordena.

Para fechar a conversa você sempre ouvirá: “Estamos sempre à disposição! Bom dia e obrigada por acessar nosso atendimento on-line!” Se você quer saber... depois da tortura obtive a resposta desejada.
Boa sorte em seu próximo atendimento!

Ana Paula Ramos
Jornalista e Publicitária
Assessora de Imprensa da APaC

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Um teste difícil de crer

Ao olharmos os noticiários ou mesmos darmos uma volta por algum bairro onde pessoas carentes moram, você observa quantas pessoas necessitam de ajuda e tantas outras sofrendo. São dores que não podemos explicar, apenas acreditar que é quase insuportável, como as mães e pais que perderam suas filhas de forma estúpida como um acidente de transito, onde o álcool é o grande vilão. Os de boa cultura e formação, a classe privilegiada que são os universitários tem decepcionado tremendamente, ora são os trotes violentos ou perigosos, ora são os universitários insanos que entram na sala de aula atirando e depois de provocar o caos dá um tiro na cabeça.

Ao falarmos de pessoas que sofrem acabamos mencionando um personagem histórico e lemos sobre ele naquele famoso livro, a Bíblia. Eu falo de uma figura chamada Jó. Homem de caráter e princípios mas vítima dos ciúmes que o leva a questionar se realmente era merecedor de tudo o que possuía. Pensamos que este livro escrito por Moisés é o clássico do sofrimento, mas a grande surpresa é que não é! O ponto central da teologia deste livro é a graça, não o sofrimento. No início do livro você percebe que esse assunto não é mencionado, esta vítima de um certo usurpador, sofrendo a dor pela perda, não somente dos bens mas, creio que principalmente dos filhos, consegue afirmar: "bendito seja o nome do Senhor."


Esta questão do sofrimento somente é levantada durante o diálogo que tem com seus “amigos da onça”, mesmo assim não há nenhuma resposta. O que surge é aquilo que fazemos sempre, ou seja, apresentamos suposições. Como em nossa vida, surgem muitos “por quês” ao longo deste livro, mas não há resposta e essa questão. Deus simplesmente classifica este tipo de discussão como loucura.

A questão principal, encontramos logo no início do livro de Jó, um desafio, ou melhor, uma pergunta desafiadora: “será que alguém pode servir a Deus de graça?” Voltando ao livro bíblico, Jó poderia servir a Deus de graça, sem nada, sem sua fortuna, sem sua família, sem seus amigos, sem sua casa, sem sua esposa, e doente? Você serviria a Deus com uma crise desta em sua vida, a ponto de louva-Lo e dizer: “Bendito seja o nome do Senhor”?

Aqui temos dois grandes desafios, colocados pelo inimigo da humanidade, que nos fazem pensar:
Primeiro Desafio: “Ninguém serve a Deus de graça”, não existe graça, existe sim uma troca mútua de interesses. Jó, como muitos de nós, serve porque tem tudo. A afirmação foi: “toca em Jó e verás que ele te amaldiçoa diante do universo”.

O grande paradoxo foi que quando Jó foi tocado ele disse: “O Senhor o deu, o Senhor o tomou”. Ele realmente servia a Deus de graça. Jó conhecia Deus, por isso pode fazer tal afirmação.

Segundo Desafio: “Toca em Jó e ele o amaldiçoará”. Tal afirmação insinua que Jó ama mais a sua vida do que a Deus. Ele fará tudo para defender a sua vida. Mas não é assim que somos? As coisa pioram mais ainda para este herói, pois foi coberto de chagas e sua própria esposa o incentiva amaldiçoar a Deus e morrer em seguida. Com o segundo desafio vem o segundo paradoxo e Jó prova que o amor supremo a Deus é possível.

Esta questão do por que do sofrimento está no nível do debate humano. Na esfera divina o problema é a graça. Chega um momento que Jó, embalado por seus “amigos” está disposto a morrer, torna-se uma pessoa irreconhecível. Agora ele parece como tantos de nós e começa a falar de seu problema: “maldito dia em que nasci... (3:11ss)”. E aquela pergunta clássica dos depressivos, também feita por Jó: “Por que Deus não me deixa morrer? Por que se dá a vida aquele que sofre, o miserável que não tem mais esperança, aquele que não quer mais a vida?"

Conhecer a Deus não nos garante uma permanente experiência positiva, mas também podemos ter momentos de sofrimentos, momentos de baixa. Mesmo assim muito diferente daquele que não conhece Deus, pois neste há só revolta e experiência negativa.

Nesta história bíblica percebemos uma advertência quanto a tentativa de explicar tudo a respeito do sofrimento, ou de culparmos a Deus ou mesmo justifica-Lo. E é bom lembrar que nesse ímpeto de defender a Deus, muitos estariam dispostos a levar para a “fogueira” qualquer pessoa. Sim, é o tal do zelo sem entendimento que muitas vezes causa grandes prejuízos a harmonia e a paz. Normalmente os que defendem a Deus, o fazem dentro de seu próprio conceito, de acordo com o que pensa.

Um dos grandes pontos da teologia Bíblica é reconhecimento do homem como ser criado, como ser humano e com este reconhecimento vem o conhecimento de suas limitações. Entender isso é um desafio para nós. Deus não deu a resposta para Jó, como muitas vezes não dá respostas para seu sofrimento também, mas deu a salvação para ele e quer fazer o mesmo com você.

É difícil! Raramente aceitamos nossa condição de ser humano limitado e acabamos criando novos conceitos para transcender esta limitação, como por exemplo idéias ou doutrinas que não fazem parte do Livro Sagrado. Isso é uma rebeldia contra Deus. Houve um ser em outra esfera, não neste mundo, segundo este divino compêndio, que não aceitou sua limitação, sua posição de criatura, assim desejou tomar o lugar do criador, querendo ser Deus.

Todo encontro do homem com Deus resulta na conclusão de Jó: “Quem sou eu...”. No final deste livro Jó viu a Deus. No encontro com Deus nós encontramos a solução de nossos problemas e sofrimentos. Jó aceita a sua situação e a Deus antes de ser curado. Jó ainda pede em favor de seus amigos, em meio a seu sofrimento, sem a promessa de restauração. Jó aceita a experiência da graça, coisa muito complicada para nós, em nossos dias. Mas, certamente vale a pena servir ao Senhor.

Paulo Ramos
Coordenador Geral do ARCRON

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Voltamos à rotina

Lamentavelmente nosso ARCRON ficou algum tempo sem dar o ar de sua graça. Foi um final de ano bem movimentado onde tive que viajar e percorrer um bom pedaço desse país que mais parece um continente. Pensei que poderia ter tranqüilidade nas férias para escrever e assim ter muito que colocar em nosso blog, mas como as coisas nem sempre saem como gostaríamos, eu e meus colaboradores andamos meio de férias.

Saí do Tocantins, fui até Santa Catarina, voltei para o Tocantins, peguei o que restou de minha mudança e parti para meu novo lar, na cidade de Paragominas – PA. Passei muito tempo na estrada, pois fui de carro. Até o período de carnaval é um problema colocar as coisas em ordem, ainda mais quando estamos fazendo mudança. Mas, felizmente este período de agitação acabou. Agora começam as contagens dos prejuízos. Sim, pois as notícias, em sua maioria, são de acidentes, mortes, bebedeiras, vandalismo e por aí a fora. Tudo em nome da alegria. Sem falar no sexo livre, drogas e grandes prejuízos materiais e físicos.

Tenta-se amenizar as coisas falando dos “belos” desfiles e resultados dos mesmos. Vai ter até o tradicional desfile das campeãs, esticando o carnaval mais um dia. Aqui em Paragominas, por chegar a menos de um mês, perguntei sobre o carnaval na cidade e me disseram que não tem, mas tem o “Carnaval fora de época”. Já vi isso em outros lugares, é uma festa do tipo “caça-níquel”. O investimento de uma prefeitura ou governo estadual, quando assim deseja, em uma festa destas, na época ou fora dela, não é pequeno. Mas quem se importa com isso! Os impostos repõem tudo o que foi gasto.

Rodando pelo Brasil do Sul ao Norte, e não fui para isso, mas senti no “carro” a péssima qualidade das estradas de nosso País. O pior dele no Estado de Goiás e depois em Minas. Em dezembro, viajei cerca de dois mil quilômetros pela famosa Transamazônica. Com uma chuva um pouco mais forte só se anda ali de trator. Sem contar a miséria ao longo da estrada, fazendo com que se torne perigoso o trânsito por ali mesmo durante o dia. Um outro fato interessante é que deveria se chamar “Transpará”, já que a rodovia está neste Estado.

Não quero falar mais de miséria mas lembrar que as festas acabaram. É hora de voltarmos a realidade. Os juros! Sabem dele? Os impostos sabem o quanto já pagaram até agora? Já chegou o IPVA? Já viu a lista de material escolar de seus filhos? Sabe o quanto subiu a mensalidade escolar, o condomínio, o aluguel, ou o ônibus? Lembra que nesse ano vamos eleger prefeitos e vereadores?

Vamos acordar meu povo! Chega de festa! No segundo semestre não teremos feriados prolongados. Será que o brasileiro sabe conviver com essa novidade? Mas irão inventar alguma coisa, como os feriados municipais, estaduais e por conta. Até o ARCRON se redeu a essa bagunça e deu uma parada. Mas agora esperamos não mais deixar este espaço sem movimento prolongado, pois isso acaba atrofiando o blog e os colaboradores.

Por falar nisso, estamos recebendo mais um colaborador, trata-se de Djaniro Souza, o qual já tem um artigo em nosso blog (Orkut e o Amor) e em breve o apresentaremos mais detalhadamente.

Agora estamos em um novo Estado, uma nova cidade, não temos banda larga na cidade, mas a vivo está quebrando um grande galho. A folia passou e começam as “cinzas”. Voltamos a realidade, mas não precisamos temer pois ainda sem merecermos, o Senhor nos ama e quer fazer das cinzas destes últimos dias, um lugar especial para cada um de nós.

Como diz o Dr. Augusto Cury, “Jesus não prometeu estradas sem acidentes, noites sem tempestades, sucessos sem perdas. Mas prometeu força na terra do medo, alegria nas lágrimas, afeto no desespero.” Creia nisso, acorde para a vida, mas para a vida que Deus quer dar a você e seja feliz não só agora, mas em toda sua vida. A felicidade de algumas pessoas nestes últimos quatro dias de “alegria” e folia, não passa de fogo na palha. Depois vem o vazio existencial, e então, como ficará a cabeça, a vontade de viver, de lutar o restante do ano? Aprenda a “extrair sabedoria dos erros, alegria das dores, força das decepções, coragem dos fracassos”. Você pode todas as coisas nAquele que te dá forças – Jesus, o Senhor.

Paulo Ramos
Coordenador Geral do ARCRON

Meu Aniversário

Confesso que em 1992/93/94... nunca pensei que fosse viver tanto, muito menos que eu teria minha festa de 69 anos de idade, cercado de tantos amigos. A vida sempre nos proporcionou surpresas e mais surpresas. Fica provado mais uma vez que o futuro a Deus pertence. Quando saí do coma profundo, ignorei todo o esforço que a Berenice fez, e não tinha nenhum “motivo” para continuar vivo. De certo modo, eu tinha minhas razões, que na verdade não eram razões lógicas. Acho que na verdade eu não confiava muito no “taco” daquele que nos deu a vida. Pensei exclusivamente em mim e nas vaidades do mundo.

Dia 22 de novembro de 1992 eu era socialmente bem de vida, muito “querido” por milhares de pessoas. Repentinamente, dia 23 tive um derrame e fiquei um zero a esquerda, sem poder trabalhar, sem dinheiro e com 4 ou 5 amigos com os quais eu podia contar para conversar. Conversar meio enrolado, pouco entendível. Mais que uma vez procurei meu revólver para acabar com a vida. Que fraqueza, que falta de confiança em Deus! E todo o trabalho de minha mulher? De meus irmãos que iam de Presidente Prudente visitar-me no Hospital em São Paulo, inclusive minha mãe que estava com mais de noventa anos de idade.

Está certo é que eu não via nada, não recordo de nada. A verdade é que eles oraram por mim, pediram pela minha vida. Isso tudo não valia nada? Certo que aqueles “milhares” de amigos pularam do barco antes que ele afundasse, só ficaram uns gatos pingados. O grande narrador esportivo Flávio Araújo, Dr. Sergio Santos, o Enomoto, a Dra. Joana D’Arc seguraram em cada ponta e juntamente com a Berê e meus irmãos não deixaram que nada de pior acontecesse.

Eu na primeira oportunidade, fraquejei. Não suportava o fato de ficar sozinho sem amigos. Isso tem nome, chama-se vaidade. Aos poucos fui recuperando, inclusive tive oportunidade de ver que até a falta de dinheiro é tolerável. Só de whisky quanto economizei? Eram dezenas de “amigos” que estavam na roda, só por interesse. Tive também a infelicidade de perder amigos como o Dr. Ubirajara e o Salomão Pawlovski, que antes de ser patrões, eram amigos com A maiúsculo. Quando comecei a pensar direito, tive a oportunidade de ver o quanto eu estava sendo egoísta. Desistindo de tudo no meio do caminho? É muita fraqueza. Vamos, levante e comece a viver novamente, valorizar aqui o que a Berê fez por mim.

Logo eu fiz amizade em Jacutinga – MG com o Souza, proprietário da Rádio Estância e com o Nicioli apresentador do programa Músicas Inesquecíveis. Minha curiosidade sobre a Rádio Estância era a freqüência: 1010 Khz, a mesma freqüência da minha rádio em Martinópolis – SP e a existência do programa Música Inesquecíveis que eu apresentei por mais de 15 anos na minha ZYR 35 Martinópolis Rádio Clube. Depois mandei uma carta para o Jornal Tribuna da Águas – Águas de Lindóia – SP com uma crônica e com minha história. Dei sorte. Dona Eliane, proprietária do Jornal, publicou a referida crônica e se deu ao trabalho de vir a Serra Negra conhecer-me. Estou até hoje escrevendo para o jornal, por sinal dia 27 de dezembro passado, completou dez anos, sem ter faltado uma única semana.

Hoje tenho muitos amigos, amigos mesmo, que me aceitam como eu sou, sabendo que já fui famoso, hoje sou apenas um aposentado do INSS. Sou pobre, mas tenho alguns tesouros que muitos ricos não têm. Nunca misturei água oxigenada com leite, nem soda cáustica e outras porcarias. A pequena festa do meu aniversário, na noite de 10 de novembro do ano passado, embora o aniversário de fato seja no dia 13, prova que tenho grandes amigos e com muita vontade conseguimos vencer. Eu venci e o responsável por estar rodeado de amigos é todo aquele que me deu crédito embora eu não seja celular. Muito obrigado amigo!

Enio Campos
Cronista e radialista. Crônica enviada pelo próprio autor, que é colaborador do ARCRON e publicada no Jornal Tribuna das Águas, de Águas de Lindóia – SP.

Orkut e o amor

O Orkut é um site de relacionamento. Um meio que as pessoas usam para interagir uns com os outros. Isso é óbvio. Os integrantes dessa comunidade global almejam relacionamentos de todas as espécies. Desde interesses de negócios, religião, cultura, sexo e muitos outros. Com certeza o engenheiro Orkut, da Google, criador deste fenomenal instrumento de comunicação objetivou que as pessoas pudessem buscar a própria evolução e do planeta. Certamente, imbuídas de espírito confraternizador e, teleologicamente a buscarem o bem comum e social.

Eu analisei as várias tendências, comunidades e pessoas (amigos) e concluí que muitas pessoas no universo de mais de dez milhões de integrantes buscam o progresso e a evolução do conhecimento, da consciência e da humanidade. É notório o desenvolvimento de um processo evolutivo cultural e de pensamentos. Cabe salientar, que também existem comunidades que buscam relacionamentos amorosos, simples namoros ou sexo, inclusive relacionamentos sadomasoquistas e infinidades de outras tendências do gênero.

No universo do Orkut existem comunidades e pessoas que desenvolvem uma desvalorização humanística sem precedentes, inclusive a apologia ao crime e drogas. Desejo aproveitar este preâmbulo, para discernir sobre um assunto que poderá ajudar as pessoas, o amor sexual que, essencialmente faz parte do amor universal.

O sexo não deve ser praticado de forma banal ou maquinalmente como se fosse um mero modus operandi ou tácito. Não deve ser praticado apenas para saciar o animal que habita intrinsecamente no ser humano. Se a humanidade não renascer para o amor verdadeiro (do qual faz parte o amor sexual), obviamente irá imperar a frieza, a angústia, o medo, a desesperança e, ainda, um vazio profundo e desesperador.

Os problemas existenciais serão tantos que o ser humano perderá a vontade de viver, pois o amor desaparecerá do Mundo. Não será novidade alguma, surgir pessoas para discordar desses pensamentos, antes de fazer uma reflexão profunda sobre esse tratado. Discordar desses pensamentos é um direito, mas devemos refletir que para a construção de um Mundo melhor, não devemos cuidar apenas dos nossos interesses pessoais, mas de toda a humanidade. É ser mesquinho e egoísta só pensar em si. A felicidade de uns repercutirá no coletivo.

Nos tempos atuais aumenta a incidência das doenças psicossomáticas e existenciais. O Transtorno Obsessivo-Compulsivo, pânico, angústias, depressões e muitas outras variantes existem como conseqüências destes comportamentos e da inexistência do amor nos corações humanos. Essas patologias podem ser de caráter físico ou não, mas acredito que são provenientes dos pensamentos, palavras e ações e, indubitavelmente o reflexo dar-se-á na alma ou espírito.

O sexo tem muito a ver com a sensibilidade fluídica emanada das profundezas do coração, da alma ou espírito. O amor sexual é uma sensação purificada da alma humana (já que é usado como uma forma da convivência humana). Schopenhauer, na Metafísica do amor sexual, escreveu que o amor sexual foi um meio que Deus usou para ajudar na obscuridade e problema da evolução da vida humana (não se trata a meu ver uma solução da mais sublime, uma vez que o processo evolutivo do homem não depende da prática sexual em si, pois há métodos científicos que ajudariam a sanear a vida humana, evitando a promiscuidade difundida no Orbe terrestre).

Não é aconselhável a prática sexual de forma puramente sensual ou anonimamente e impessoal. Não basta a frase – vamos transar! Que vazio profundo! Numa relação intersexual deve existir amor na essência da palavra a partir de compromissos reais e transcendentes entre os seres. O sexo é um complemento do amor e um sentimento de união, alcançando o ápice da realização humana. Deve ser considerada a química e a influência psicofísica entre os seres, ou seja, vai além da afinidade, do cheiro da pele, pois se praticado num ato de amor puro, alcançará a sensação de proteção mútua e a atração espiritual intrínseca dos amantes.

A partir dessas performances o sexo (amor sexual) será envolvente e prazeroso.
Vamos imaginar que o sexo seja praticado com amor verdadeiro. O sexo e o amor se confundirão em si. Uma conclusão se faz presente – sexo é amor! Se pensarmos assim, assimilaremos o pensamento de Hegel em Lições de Estética, por que “A verdadeira essência do amor, consiste em abandonar a consciência de si, em esquecer-se em outro si mesmo e, todavia, em reencontrar-se e possuir-se verdadeiramente nesse esquecimento.” Um sexo assim é a perfeição da natureza.

Os orkutianos devem fazer reflexões a respeito. A promiscuidade dos nossos tempos leva-nos à destruição dos valores morais e éticos da humanidade. A título de informação, podemos discernir o significado de promiscuidade. Podemos entender que é um relacionamento sexual não monogâmico, portanto com muitos parceiros diferentes. Sobre o aspecto sociológico é o relacionamento sexual não regido por leis ou regras naturais ou não. Ponderações e reflexões devem ser feitas no foro íntimo e social, pois as conseqüências podem ser cruciais.

Acordem! Aqueles trinta segundos de clímax poderão transformar a sua vida, que hoje é sadia e feliz, numa vida vazia, solitária, angustiosa, inclusive cabe uma pergunta calculista e “fria” – Será que encontrará alguém para desejar uma pessoa com doença incurável, além da caridosa mamãe? Senti no meu âmago uma tristeza nesse momento que escrevo e sei que chorei por dentro de mim.

Os casais devem conversar sempre. Os pais instruirão os seus filhos com amor. Os jovens ficarão atentos aos relacionamentos duvidosos. Em nenhum momento objetivei restringir a liberdade das pessoas, mas cumprir com a missão da minha consciência para conscientizar sobre os perigos dos tempos contemporâneos e levar amor e saúde para a humanidade.

O Orkut é um instrumento poderoso em todos os sentidos, mas deve ser usado com sapiência e objetividade, sempre buscando o bem da comunidade global. Convoco aos milhões de integrantes para a construção de um Mundo melhor. Com amor, saúde e paz!

Djaniro Souza
Com formação jurídica é pesquisador de Direito, Sociologia e Filosofia. Consultor empresarial de algumas empresas em São Paulo. Residente na Capital paulista.