sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Já tivemos nosso “Obama”

O fenômeno Barack Obama atingiu o mundo com uma força extraordinária. Tornou-se o salvador “das pátrias” e um símbolo de esperança. Com simpatia, carisma e competência, disse tudo aquilo que o povo gostaria de ouvir e lançou a promessa de mudar a história dos Estados Unidos.

Não tenho dúvidas que o mundo espera por algo melhor e, certamente muitos trabalharão para que isso aconteça. Mas, com menos impacto internacional, o Brasil já teve seu “Obama”, quando um alagoano também prometeu mudar a história do Brasil. Não tenho dúvidas que fez isso! O famoso “caçador de marajás”, primeiro presidente eleito pelo voto popular, pós-ditadura militar desde 1964, tem algumas semelhanças com o presidente eleito norte-americano.

Um momento de situação econômica difícil, o povo em desespero buscando uma solução para a crise, vê no jovem candidato, desafiando poderosos políticos e falando em grandes mudanças, como uma luz para a escuridão em que estava mergulhado o Brasil. Nesta euforia o país embarcou numa tremenda “canoa furada”.

Temos que admitir que houve boas coisas e alguns dos grandes avanços de hoje começou neste governo. Mas o confisco da poupança e grandes escândalos forçaram sua renúncia, colocando a nação na corda bamba. O impacto deste governo, todos nós sentimos e sabemos no que deu.

Por esta razão, e creio que poderemos encontrar outros exemplos históricos, é que devemos ter prudência antes de determinarmos um homem como àquele que resolverá os problemas de uma nação, bem como muitos outros que enfrentamos mundialmente. Não estou “secando” o governo de ninguém, só estou dizendo que devemos dar um tempo para que ele trabalhe e mostre realmente a que veio. Torcemos para que aquilo que hoje é uma esperança se torne realidade para todos.

A esperança dos brasileiros, um dia foi semelhante a que hoje é dos americanos. O futuro nos dirá se o rumo do governo americano terá um fim diferente ao de uma melancólica renúncia. Queremos ver mais acertos que erros. Não nos interessa mais um “pop-star”, todos desejam alguém que faça a diferença, um presidente de verdade. O brasileiro, como nenhum outro, pode recitar o velho ditado “cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça”.

Paulo Ramos
Coordenador Geral do ARCRON

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Vingança dos Oprimidos nas Eleições

Caros leitores são oportunos alguns comentários sobre o que representa a eleição do Barack Obama e Lula no contexto mundial, especialmente no Brasil. Para dar uma idéia do assunto a ser traçado aqui, vejamos o motivo principal da Revolução Francesa 14 de julho de 1789. Analisem.

O governo da época era absolutista. Controlava tudo, a Justiça e a economia. Controlava política e a opção religiosa dos administrados (povo). Não existia democracia, pois o povo não podia dar a sua opinião e nem votar. Quem ousava discordar ou salientar alguma opinião mais fervorosa era preso imediatamente, sem direito à ampla defesa ou ao contraditório e se o indivíduo não tinha um ar simpático iria direto para a guilhotina. O povo estava insatisfeito com isto. A situação social era gravíssima. A miséria imperava. O povo foi às ruas. O anseio coletivo era a destituição desse governo déspota. Ficavam nos palácios com seus “puxa-sacos” obesos – aristocracia, juízes e religiosos - promovendo banquetes. Que comiam até se empanturrarem em detrimento do povo. O povo nas ruas lamacentas com fome. O povo conseguiu tudo o que queria. Vigorou o lema do povo finalmente: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Os pescoços dos gordos e “folgados” fizeram sucesso nas guilhotinas.

Voltemos aos nossos tempos. Que sorte nós temos! A “vingança dos oprimidos” se baseia nos votos. Ainda bem, mas acho que os governos do planeta deviam “abrir os olhos”. O povo tem o instrumento do voto para mostrar a insatisfação. Exemplo foi o caso das últimas eleições do EUA. Por livre e espontânea vontade os americanos foram às urnas e mostraram o seu poder. Destituiu o Partido Republicano e seus representantes de forma humilhante, após vários anos de desmandos, irresponsabilidades, agressões a outras cidadanias e outras aberrações sociológicas.

Aliás, é oportuno também um parágrafo para falar sobre o voto. O povo americano foi às urnas por vontade própria para demonstrar a sua revolta maciçamente. Lá o voto não é obrigatório. E o povo sentiu a vontade e o dever de exercitar o direito sagrado do voto livre. Ato de cidadania.

Ops! E no Brasil como é esse assunto de voto. Ah! É obrigatório. E ainda vêm com essa conversa de direito. Os governantes e políticos conclamam: Exercite o seu direito ao voto! Que direito? É OBRIGATÓRIO! Será essa tendência uma falsa democracia. A moral de muitos políticos está tão abalada que “arrancam os cabelos” só de pensar a não proibição de votar. Parodiando Boris Casoy- “Isso é uma vergonha!”

E é cláusula pétrea. O que é isso? Cláusula pétrea é um ditame constitucional – votado pelos políticos – quando da Constituinte que gerou a Constituição de 1988. Determinação rígida e permanente. Não pode ser mudada de jeito algum. Não pode fazer parte de quaisquer tipos de Deliberações e de Emendas à Constituição. O artigo 60 da constituição determina que: “Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:....... § 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:........ II - o voto direto, secreto, universal e periódico.....”

“Votado pelos políticos” e em nosso nome, pois eles nos representam (Ops!). Será? POR QUE SERÁ QUE OS POLÍTICOS VOTARAM E APROVARAM A QUESTÃO DO VOTO COMO CLÁUSULA PÉTREA? Eu acho que o Legislativo e o executivo na América Latina são instituições fragilizadas. Vou mais longe, a obrigação de votar são resquícios de sistemas de governos absolutistas (ditatoriais). Imagine na América Latina se não fosse obrigado a votar, não teria eleição. Nas eleições atuais no Brasil, mais de 15% não foram votar. Esse ato é sinal de revolta. O povo se sente oprimido!

Assim como nos EUA e em outras partes do Mundo, as pessoas do povo deveriam sentir intrinsecamente o desejo de participar. Poder discernir o que é melhor para o seu país com liberdade. Abordei assunto diverso, mas acredito que tudo está relacionado com o assunto.
A história registra que os oprimidos se revoltam de várias formas. Por meio da violência com idéias revolucionárias, por meios de gritos em passeatas, por comportamentos sociais que demonstram angústia e sofrimentos, por meio de boicotes à economia e ações estatais e pelo voto. Assim, como aconteceu com as eleições, que Lula e Obama participaram. São as ações dos “oprimidos” (excluíram Marta e os republicanos, respectivamente). Torço de verdade para que os povos do planeta, principalmente da América Latina e, ainda mais, no Brasil mostrem os seus descontentamentos através dos votos.

Não era uma plataforma de propaganda de Obama a questão racial que é tão marcante nos EUA (no Brasil é pior, pois é sutil e covarde). Lá, pelo menos declaram o seu pensamento. No Brasil é normal a negação covarde de discriminação contra negros, nordestinos e pessoas pobres. Espero que nenhum hipócrita venha discordar dessa afirmação, pois desafiarei para provar. Obama poderia ter usado esta plataforma sim, mas não o fez por que sabia que perderia as eleições como candidatos anteriores ou seria morto como Martin Luther King:
“... pastor norte-americano, Prêmio Nobel, um dos principais líderes do movimento americano pelos direitos civis e defensores da resistência não violenta contra a opressão racial. Foi escolhido líder do movimento a favor dos direitos civis das minorias após organizar o famoso boicote ao transporte público em Montgomery (Alabama), em 1955.

____Lutou por um tratamento igualitário e contribuiu para a melhoria da situação da comunidade negra, mediante protestos pacíficos e discursos enérgicos sobre a necessidade do fim da desigualdade racial. Em 1963, dirigiu uma marcha pacífica do monumento a Washington até o Lincoln Memorial, onde pronunciou seu discurso mais famoso: "Eu Tenho um Sonho". (http://www.portalafro.com.br).

Assim, como os nordestinos, pobres e desempregados no Brasil, os pobres e os negros nos EUA levantaram bandeiras sim (nem se preocuparam se era ou não plataforma de Obama). Eram “os oprimidos” se revoltando. Espero que Obama realmente mude a política do desespero e crueldade para com o povo. Mudanças concretas e substanciais, inclusive em relação à política externa. Respeito às cidadanias ultra-nacionais. Espero que Obama não pratique uma política e uma administração igual ao Lula que adotou o sistema de governo liberal dos tucanos (PSDB) no Brasil. Não quero dizer que sou contra os neoliberais. Mas, acho que o Lula poderia ter um desempenho de governo mais exclusivo. De qualquer forma, foi até melhor, pois poderia trilhar caminhos duvidosos como o do seu amigo da Venezuela.

O povo está mais politizado. Os tempos são outros. Já vou adiantar um assunto para as próximas eleições. Não adianta o Lula querer impor uma nova presidenta no Brasil. Uma pessoa que não tem antecedentes sociais e comuns com os brasileiros. Querem saber da história da sua pré-candidata, então pesquise no Google: “Dilma Vana Rousseff Linhares e sua história”. Leia tudo e avalie a sua prepotência. Avalie atentamente, repito. Com muita atenção.

O povo não aceitará imposições. O povo discernirá com suprema inteligência e tomará medidas saneadoras através do voto. Estou falando do povo dos diversos países do planeta, não é só do Brasil. O povo descobriu que PODE TUDO! Ainda faço a seguinte alerta para os governantes do planeta, principalmente para a América Latina: “NÃO SUBSTIME O PODER DE DISCERNIMENTO DO POVO. Nem sua coragem. Nem sua capacidade de mudança. Portanto, governos não tentem impor uma pseudo democracia, decisões dúbias e um espírito de justiça decadente. Não tentem minar as forças de um povo que luta e busca meios de sobrevivência. Pare com as corrupções e desmandos nos seus países. Sede claro, objetivos e verdadeiros.” (Djaniro). Senão, “Revolta dos oprimidos” – ainda pelo voto. Pelo bem das nações e da sociedade. Paz para o Mundo - Graças a Deus! Leia na íntegra o discurso de Martin Luther King –“Eu tenho um sonho” no site

Djaniro Souza
Colaborador do ARCRON
Formação Jurídica e Diretor da JUSDJA Editora e Cursos de Qualificação Profissional, Presidente da ASSO – Associacionismo Nacional de Ajuda, Pesquisador de sociologia, Filosofia e Direito, Assessor e palestrante na AEscalada – Escola de Esportes, sobre Direito nos esportes (responsabilidade civil), escreve em vários sites e jornais. jusdja@hotmail.com – fones 11-34819889 – 87641669 – Aceita convites para palestras e cursos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Crise Econômica Mundial - Um Paradoxo?

Vamos analisar a crise econômica mundial sob aspectos diferenciados. A pergunta inicial é por que surgem as crises econômicas? É complexo esse entendimento, mas vamos tentar dirimir esta dúvida. Há muito tempo que as grandes crises econômicas têm origens a partir das guerras ou em alguns países nas revoluções. Pode ainda ocorrer na situação de muita oferta de produtos e a população não ter poder aquisitivo para adquirir estes produtos (pensamento marxista). Imagina agora se a população de um país cresce demais e não existe o alimento ou produtos para serem consumidos. Crise na certa.

O que será que está por detrás destas crises na verdade? Sinceramente, o chamado capital (dinheiro e bens) é uma ilusão, mas com praticidade na vida dos homens (a gente tem, mas a qualquer momento pode não tê-lo – uma ilusão). Os países ou as pessoas têm a chamada riqueza hoje e, misteriosamente amanhã não têm mais. Complexidade total. Na verdade as crises podem ser deflagradas de forma intencional ou por culpa de algumas pessoas no planeta em pânico. Por questões de estratégicas políticas ou de mercados.

O dinheiro pode fazer parte de um processo surrealista. Os grandes centros de riquezas ou os bancos criam situação de expectativas além da verdade. Criam situações artificiais de superaquecimento e progresso no planeta. Pode ocorrer num país exclusivamente. Esta situação fictícia de prosperidade na economia induz as indústrias e a população para os negócios de riscos (projetos industriais e comerciais de futuro) e as pessoas a comprarem e assumirem responsabilidades financeiras em grande escala.

Na verdade o dinheiro que está no mercado propicia as condições de especulação. Os capitalistas (bancos, empresários e instituições mistas) criam esta situação para manipular as moedas e a economia, situação que propicia mais enriquecimento e a compra das ações das empresas que arriscaram nos negócios e que hoje se encontram fragilizadas. É um massacre. O universo do dinheiro fica tenso e o pessimismo cresce. A situação fica lamentável. Apostem que brevemente a suposta crise acaba (exceto se estes grupos especuladores perderem o controle da situação) e, novamente virá o suposto progresso, grande euforia e, depois de um tempo, sob diversas alegações, uma nova crise chegará. Conclusão é que crises são criadas.

Recessão é palavra sagrada para governos e bancos. Os governos arrecadam mais e com alegações de que é preciso “apertar o cinto”, param de fazer investimento público. Ainda, mediante as políticas externas “ajudam” os demais países enfraquecidos. Supostas ajudas, pois creio que existe a “caixinha” que os ajudados têm que pagar aos intermediadores (que são os próprios governantes por meio de seus assessores paralelos). Será que alguém contesta esta versão?

Inclusive, nas crises regionais pode haver manipulação. É o caso de empresas de alguns países que passam a atuar em outros em diversos setores. De repente, eis que o governante de um destes países “ajudados” se “revolta” em nome da defesa e da cidadania e cria situação de catástrofe. Aí começa aquela história de dar subsídios ou elaborarem acordos oficiais e paralelos. Mas, a decisão final será no paralelo. Os “controladores” da suposta crise política ou econômica, das nações envolvidas embolsam grandes somas. Isto que estou falando será uma ficção?

Misteriosamente, outros países do mesmo bloco começam com a mesma “revolta” – será um novo acordo paralelo?

A conclusão destes comentários sobre crises são situações paradoxais, porém em detrimentos do erário público ou dos que pagam impostos de cada país. A verdade é que existem manipulações fraudulentas praticadas por bancos e governos no planeta. Não restam dúvidas. O sistema além de ser cruel é corrupto, fazendo surgir o câncer da infração – criando riscos iminentes de perigo para o planeta.

Adoro pensar que em alguns países vários personagens são exonerados dos seus cargos públicos após diversas acusações de corrupções, mas milagrosamente não são condenados – “tudo termina em pizza”. Ocorre que estes personagens passam a agir em surdina; na calada da noite nos seus países de origens ou noutros países, fazendo surgirem estas supostas crises. Alguém tem dúvida disso? Não é fácil de provar, é claro. Mesmo por que se tentar, “os poderes” eliminam os “corajosos”. Muitos políticos e jornalistas foram mortos tentando algo no sentido de limpar a sujeirada. Com certeza “os porcos corruptos” chafurdeiam felizes na lama da corrupção. A imoralidade no planeta contamina todo o corpo dos governos, do sistema financeiro e da própria sociedade.

Estas considerações são produzidas com objetivo real de tentar deixar claro que não me sujeito à lavagem cerebral que os governos praticam no planeta. Muito pelo contrário, seria impossível passar aqui nestas poucas palavras toda a complexidade da economia global e da mutretagem mundial.

As grandes empresas apostam tudo em situações de importação e exportação. Captam dinheiro ou fazem negócios pensando em grandes lucros no futuro. Depois vem a suposta crise e é iminente, inclusive o perigo de falências ou quebradeiras. Mas, para que ficarem preocupadas, pois existem as “vacas leiteiras” que são os governos para socorrê-los (para mamarem numa boa). Fácil, não?! Arriscaram? Agora devem suportar as conseqüências de suas investidas irresponsáveis. O dinheiro do povo não deve subsidiar ou ajudar estas empresas aventureiras e especuladoras. Com certeza as famílias destes estão curtindo na Europa.

Em alguns países, objetivando não sei o quê, fortalecem as caixas e bancos estatais com o objetivo de ajudarem bancos enfraquecidos ou empresas que apostaram alto nas diversas nações do Mundo. Será que tem “balaio de gato” ou mutretas nisso, certamente só os bancos e empresas “amigas” é que receberão “ajudas”.

Muitos países mandam os órgãos de repressão caçar empresários corruptos, criando uma nuvem de fumaça, sobre suas próprias decisões erradas ou situações não justificáveis.

Querendo ou não os países mais fortes, tais como os EUA e alguns países da Europa serão obrigados a mostrarem a sua competência e controlar a situação repugnante que paira sobre todas as nações. Enquanto os grandes países buscam soluções; os pequenos em desenvolvimento ou emergentes sacrificam os povos e criam suas repercussões fictícias e o resultado será sempre em detrimento das sociedades. Crises são grandes celeiros de faturamento para os mais “vivos”. A tendência de pensamentos empreendedores de que é na crise que se cresce, é conversa para “boi dormir”. Eles (os governos) deviam agir com eficiência, moralidade, legalidade e razoabilidade e, realmente fazer frente à solução desta situação negra que assola o planeta. Fruto das maquinações dos representantes do capitalismo. Aliás, no Brasil estes institutos acima citados fazem parte dos preceitos constitucionais. Crises institucionalizadas são frutos da corrupção.

Djaniro Souza
Colaborador do ARCRON
Formado em Direito,
autodidata e pesquisador
dos assuntos sobre filosofia,
sociologia e direito.


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